

Área técnica da Fazenda finaliza proposta para reagir às tarifas dos EUA | Foto: reprodução/CNN
23 de julho de 2025 — O Ministério da Fazenda concluiu nesta quarta-feira (23) os estudos técnicos para mapear os possíveis cenários e formular um plano de contingência frente ao tarifaço anunciado pelo ex-presidente e pré-candidato Donald Trump. A informação foi confirmada pelo ministro Fernando Haddad, que afirmou que os detalhes do plano serão apresentados a ele nesta quinta-feira (24) e devem ser encaminhados ao Palácio do Planalto na próxima semana.
Segundo Haddad, o objetivo é oferecer elementos concretos para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tome a “melhor decisão possível”.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O ministro da Fazenda destacou que a proposta passará antes pelas mãos do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que coordena a resposta brasileira à medida tarifária americana. Após essa etapa, o presidente Lula será o responsável pela decisão final.
Haddad ressaltou que o Itamaraty também será consultado para avaliar os contatos diplomáticos com o governo norte-americano. Segundo ele, apesar da dificuldade de estabelecer diálogo com os principais representantes dos EUA, a equipe econômica mantém conversas com técnicos do Tesouro americano e com secretários da Casa Branca.
“Estamos fazendo tentativas de contato reiteradas, mas há uma concentração de informações na Casa Branca”, afirmou Haddad, mencionando que Alckmin conseguiu contato com alguns secretários.
O ministro reforçou que o Brasil não abandonou a mesa de negociações e que há abertura para buscar uma solução. “A informação que chega é que o Brasil tem um ponto”, disse.
Embora o canal de comunicação com os EUA ainda não esteja claro, Haddad afirmou que o Executivo continua tentando estabelecer interlocuções diretas e institucionais.
Com o prazo final se aproximando — a tarifa de 50% contra produtos brasileiros entra em vigor no dia 1º de agosto — Haddad alertou para o risco de um problema “de escala considerável”, mas demonstrou otimismo.
O ministro mencionou os recentes acordos firmados pelos EUA com Japão, Indonésia, Filipinas e Vietnã como sinal de que ainda pode haver espaço para negociação com o Brasil.
“Podemos chegar à data de 1º de agosto com algum aceno de possibilidade de acordo. Mas precisa ter vontade recíproca”, concluiu.
Leia também | Biometria passa a ser exigida para benefícios sociais e governo acelera emissão da nova identidade
Tags: tarifaço, Donald Trump, Fernando Haddad, Lula, Geraldo Alckmin, Ministério da Fazenda, tarifas EUA, economia brasileira, comércio internacional, plano de contingência, Itamaraty, Brasil e EUA