

Davi Alcolumbre, presidente do Senado | Foto: Ascom Davi Alcolumbre/divulgação
25 de novembro de 2025 — O plenário do Senado se prepara para votar, nesta terça-feira (25), o projeto que restabelece aposentadoria integral e paritária para agentes comunitários de saúde (ACSs) e agentes de combate às endemias (ACEs). Considerada uma pauta-bomba pela equipe econômica do governo federal, a proposta pode gerar um impacto fiscal negativo de R$ 11 bilhões nos próximos três anos, segundo estimativas de técnicos do Congresso.
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O Projeto de Lei Complementar (PLP), que já passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), foi pautado poucas horas após o anúncio da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou que o texto será votado ainda hoje, em um movimento interpretado como retaliação ao governo Lula.
A decisão pegou o Ministério da Fazenda de surpresa. Na segunda-feira (24), o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, fez um apelo público para que a votação fosse adiada, destacando a gravidade do impacto fiscal.
A proposta prevê a volta de integralidade e paridade para essas categorias, além de regras de transição com idade mínima a partir de 50 anos. Antes, os agentes não eram considerados servidores de aposentadoria especial.
Durigan alertou que o projeto cria critérios mais brandos e benefícios mais generosos para aposentadoria, colocando pressão adicional sobre as contas públicas. Ele afirmou que o governo pretende atuar “até o fim” para barrar a medida e, caso seja aprovada, será vetada pelo presidente Lula — inclusive com possibilidade de judicialização.
“Caso uma matéria desse tipo avance, nós vamos ser obrigados a vetar. Se o veto cair, vamos ao Supremo para restabelecer as regras fiscais básicas do país”, declarou o secretário-executivo.
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