

Governo e Câmara anunciam acordo para reduzir jornada semanal de trabalho até 2027. | Foto: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
25 de maio de 2026 – O governo federal e a Câmara dos Deputados fecharam nesta segunda-feira (25) um acordo para a transição da PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas no Brasil.
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após reunião com ministros do governo e parlamentares responsáveis pela proposta.
Pelo acordo, a redução da jornada acontecerá em duas etapas:
A proposta também garante dois dias de folga semanais aos trabalhadores sem redução salarial.
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Participaram do anúncio os ministros Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, e José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, além do relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e do presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana (PT-SP).
Segundo Hugo Motta, o acordo busca construir um texto com maior possibilidade de aprovação no Congresso Nacional.
Já o ministro Luiz Marinho destacou o alinhamento entre governo e Câmara sobre a proposta.
“Dois dias de folga na semana, ou seja, fim das 6×1, aprovado dali 60 dias. E a redução da jornada de trabalho, 42 horas, como disse o presidente, 60 dias e 40h depois de um ano decorrido da publicação dessa emenda”, afirmou o ministro.
Durante o anúncio, Luiz Marinho também afirmou que acredita em novas reduções da jornada de trabalho futuramente.
“Nós vamos também, assim como outros países já fizeram, tem vários países que já estão abaixo de 40 horas”, declarou.
A comissão especial responsável pela análise da PEC se reúne ainda nesta segunda-feira para discutir o relatório apresentado por Leo Prates.
A expectativa nos bastidores é que parlamentares peçam vista do texto, adiando a votação da comissão para quinta-feira (28).
Caso aprovada, a proposta poderá seguir para votação no plenário da Câmara no mesmo dia.
Para avançar, a PEC precisará de:
A proposta é considerada estratégica tanto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto para Hugo Motta.
Aliados do governo avaliam que a redução da jornada de trabalho poderá ser uma das principais bandeiras da campanha de reeleição de Lula.
Já Hugo Motta também busca fortalecer seu capital político nacional e regional com o avanço da PEC.
Nos bastidores, parlamentares afirmam que o tema também influencia articulações para futuras disputas no comando da Câmara dos Deputados.
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