

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso em evento internacional; o presidente brasileiro defende a neutralidade do Canal do Panamá e maior integração da América Latina | Foto: Ricardo Stuckert/PR
28 de janeiro de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (28), a neutralidade do Canal do Panamá e fez críticas à falta de coesão política entre os países da América Latina e do Caribe. A declaração foi feita durante a sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina, realizado no Panamá, onde o chefe do Executivo brasileiro destacou a necessidade de um projeto regional mais autônomo de inserção internacional.
Segundo Lula, a região não pode desperdiçar oportunidades de debate estratégico em um cenário global marcado por instabilidade geopolítica e transformações na ordem econômica mundial.
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Em seu discurso, o presidente reforçou que a integração em infraestrutura deve estar acima de disputas ideológicas. “A integração em infraestrutura não tem ideologia. Por isso, o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória”, afirmou.
Lula também ressaltou que o Brasil avança na implementação do programa de Rotas de Integração Sul-Americana e reafirmou o compromisso de cooperação com os países vizinhos. “Continuamos empenhados em trabalhar com todos os países da região”, destacou.
Na avaliação do presidente, os mecanismos de articulação política regional perderam força nos últimos anos, o que contribuiu para o enfraquecimento da integração latino-americana. Lula voltou a defender a construção de um caminho próprio para a região, superando divisões ideológicas e disputas externas.
“Nossas cúpulas se tornaram rituais vazios. A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) está paralisada, apesar dos esforços do presidente Gustavo Petro. Falta convicção às lideranças regionais”, afirmou.
Durante o evento, Lula apontou setores estratégicos que, segundo ele, podem sustentar um novo modelo de desenvolvimento regional alinhado à transição energética global. Entre eles, citou os centros de dados, a bioeconomia e os minerais críticos, áreas consideradas fundamentais para um crescimento mais sustentável e integrado.
No campo econômico, o presidente destacou a estratégia brasileira de diversificação de parceiros comerciais. Ele anunciou a ampliação de negociações com economias emergentes e tradicionais. “Vamos ampliar os acordos com a Índia e o México. Retomamos as tratativas com o Canadá e avançamos nas negociações com os Emirados Árabes Unidos”, disse.
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Tags: Lula, Canal do Panamá, política internacional, integração latino-americana, América Latina e Caribe, Fórum Econômico Internacional, geopolítica, diplomacia brasileira, Celac, transição energética, infraestrutura regional, comércio exterior, acordos comerciais, bioeconomia, minerais críticos, governo Lula, política externa brasileira, Portal Terra Da Luz