

Notas de real e dólar | Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
20 de abril de 2026 – O dólar encerrou esta segunda-feira (20) em queda de 0,17%, cotado a R$ 4,9746, atingindo o menor patamar desde março de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou alta de 0,20%, fechando aos 196.132 pontos, em um dia marcado por incertezas no cenário internacional.
O desempenho dos mercados foi influenciado por sinais contraditórios envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã, que seguem impactando diretamente o comportamento dos investidores.
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De um lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou avanço nas tratativas diplomáticas. “Não estou sob pressão alguma, embora tudo vá acontecer relativamente rápido”, afirmou em publicação nas redes sociais.
Por outro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, apontou dificuldades no processo. Segundo ele, “contínuas violações” e “posições contraditórias” dos EUA são obstáculos para o avanço das negociações.
O cenário ficou ainda mais instável após a interceptação de um navio iraniano no Golfo de Omã, o que elevou o risco de escalada no conflito e trouxe volatilidade aos mercados globais.
Com o aumento das tensões, o preço do petróleo tipo Brent registrou alta superior a 5%, refletindo o temor de impactos no fornecimento global, especialmente diante de possíveis restrições no Estreito de Ormuz.
No Brasil, o mercado financeiro revisou para cima as projeções de inflação. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, a estimativa para o IPCA em 2026 subiu para 4,80%, acima do teto da meta estabelecida.
Apesar disso, a expectativa para os juros segue de queda, embora em ritmo mais moderado. A taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano, deve encerrar 2026 em torno de 13%.
Enquanto os mercados dos Estados Unidos e da Europa fecharam em queda, as bolsas asiáticas tiveram desempenho positivo, refletindo diferentes percepções sobre os riscos geopolíticos e econômicos no curto prazo.
O cenário reforça a cautela dos investidores diante das incertezas internacionais, especialmente relacionadas à guerra no Oriente Médio e seus possíveis desdobramentos para a economia global.
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