

BNDES e Banco do Nordeste lançam edital de R$ 60 milhões para recuperação de áreas degradadas e fortalecimento da Caatinga. | Foto: Gabriel Andrade
11 de junho de 2026 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste (BNB), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), lançaram o Edital Recaatingar, uma chamada pública que destinará R$ 60 milhões para projetos de recuperação socioprodutiva de áreas degradadas no bioma Caatinga.
O anúncio foi realizado nesta quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara.
A iniciativa integra o programa Floresta Viva 2 e ocorre em um momento de intensificação dos riscos de desertificação no Semiárido brasileiro, buscando fortalecer ações de restauração ambiental, desenvolvimento sustentável e adaptação às mudanças climáticas.
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Do total de recursos previstos, R$ 30 milhões serão aportados pelo BNDES e outros R$ 30 milhões pelo Banco do Nordeste.
O edital contempla municípios prioritários dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, com foco em áreas mais vulneráveis à degradação ambiental, à seca e ao avanço da desertificação.
A expectativa é selecionar entre 15 e 25 projetos, com áreas de recuperação entre 50 e 100 hectares cada. Os investimentos por proposta devem variar entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões, com prazo de execução de até 60 meses.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o edital faz parte de uma estratégia mais ampla voltada ao desenvolvimento sustentável do Semiárido.
“O BNDES está ampliando sua atuação na Caatinga com uma estratégia que já soma cerca de R$ 1,28 bilhão em iniciativas voltadas ao Semiárido e une combate à desertificação, inclusão produtiva e enfrentamento da emergência climática. O Recaatingar mostra que recuperar áreas degradadas também é gerar renda, fortalecer a agricultura familiar e criar condições para que as populações do Semiárido permaneçam em seus territórios com mais segurança hídrica, produtiva e ambiental”, afirma.
O Edital Recaatingar apoiará iniciativas que integrem restauração ecológica, sistemas agroflorestais, conservação da água e fortalecimento da economia local.
Entre as ações financiáveis estão:
O presidente do BNB, Paulo Câmara, destacou que a iniciativa amplia os investimentos voltados à preservação e ao desenvolvimento sustentável da região.
“Trata-se de uma ação continuada no âmbito da iniciativa Floresta Viva. Em 2025, nós já disponibilizamos mais de R$ 40 milhões em dois outros editais. Temos o compromisso de apoio ao desenvolvimento sustentável em toda nossa área de atuação, seguindo as orientações do presidente Lula e contando com apoio do BNDES”, afirma.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, ressaltou que o programa valoriza soluções construídas pelas próprias comunidades do Semiárido.
“A Caatinga é um bioma estratégico para o Brasil, pela sua biodiversidade, pela sua população e pelo papel que pode desempenhar no enfrentamento da crise climática. O Recaatingar nasce para apoiar soluções construídas nos territórios, com participação das comunidades, combinando recuperação ambiental, produção sustentável, água, renda e permanência das famílias no Semiárido”, destaca.
Poderão apresentar propostas:
As instituições deverão ser sem fins lucrativos e estar sediadas no Brasil.
As inscrições serão realizadas por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), parceira gestora do programa Floresta Viva 2.
A definição dos municípios elegíveis foi realizada pelo Observatório da Caatinga e Desertificação, considerando fatores como:
O edital prevê a seleção de pelo menos um projeto por estado contemplado, desde que as propostas atinjam a pontuação mínima exigida.
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Tags: BNDES, Banco do Nordeste, BNB, Caatinga, Recaatingar, Floresta Viva 2, meio ambiente, recuperação ambiental, desertificação, Semiárido, sustentabilidade, agricultura familiar, agrofloresta, conservação da água, mudanças climáticas, restauração ecológica, Ceará, Nordeste, desenvolvimento sustentável, Tereza Campello, Paulo Câmara, Aloizio Mercadante, Ministério do Meio Ambiente, segurança hídrica, sociobiodiversidade, agrobiodiversidade, Portal Terra da Luz