

Grupo reforça papel da ONU e do Acordo de Paris e propõe fundo para conservação de florestas tropicais | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
07 de julho de 2025 — Os países membros do Brics divulgaram nesta segunda-feira (7) uma declaração conjunta exigindo que as nações mais ricas ampliem o financiamento climático global, com a meta de arrecadar US$ 1,3 trilhão até a COP30, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro. A proposta está no chamado Mapa do Caminho de Baku a Belém.
No texto, o grupo manifesta “séria preocupação com as lacunas de ambição e implementação” dos países desenvolvidos nos esforços de mitigação das emissões até 2020. Os Brics cobram que essas nações revise e fortaleçam suas metas climáticas para 2030 e que alcançarem emissões líquidas zero antes de 2050, preferencialmente até 2030.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O documento reforça que o financiamento para adaptação climática deve ser baseado em doações, de forma acessível às comunidades locais e sem aumentar o endividamento dos países em desenvolvimento. Os recursos, segundo a declaração, devem alimentar mecanismos operacionais da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), como o Fundo Verde para o Clima, o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o Fundo de Resposta a Perdas e Danos.
Ainda segundo os Brics, embora exista capital global suficiente, os recursos estão distribuídos de forma desigual, e as responsabilidades devem ser diferenciadas entre países ricos e em desenvolvimento.
O grupo destaca o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) como uma proposta promissora que pode ser lançada durante a COP30. A iniciativa prevê financiamento previsível e de longo prazo para conservação de florestas em pé, usando o modelo de finanças mistas, que inclui recursos públicos e privados.
A declaração conjunta também defende a ampliação dos mercados de carbono e destaca o papel das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) como instrumento para que os países comuniquem seus compromissos com o clima.
Além disso, o Brics rejeita medidas protecionistas unilaterais que, segundo o grupo, usam justificativas ambientais para impor sanções econômicas. São citados como exemplos os ajustes de carbono nas fronteiras (CBAMs) e outros mecanismos que afetam de forma negativa os esforços globais de combate ao desmatamento.
Leia também | Boletim Focus reduz previsão de inflação para 2025 e mantém projeções de crescimento do PIB
Tags: Brics, financiamento climático, COP30, clima global, US$ 1,3 trilhão, Fundo Verde para o Clima, justiça climática, Acordo de Paris, mercado de carbono, países em desenvolvimento, mudanças climáticas, NDCs, desmatamento, conservação de florestas