

Oportunidades na renda variável devem crescer com corte de juros | Foto: Shutterstock
12 de novembro de 2025 – A Bolsa de Valores brasileira vive um dos momentos mais promissores de sua história. Mesmo em patamar recorde, o cenário ainda é visto como favorável para novos investimentos, segundo o chefe de estratégia de ações para Brasil e América Latina do Itaú BBA, Daniel Gewehr.
De acordo com um estudo do banco, o Ibovespa apresenta uma média de alta de 18% em seis meses sempre que o Banco Central inicia um ciclo de cortes na taxa básica de juros (Selic), o que corresponde a um retorno anualizado de até 40%. “O mercado antecipa esses movimentos com cerca de três meses de antecedência. Se o corte começar em janeiro, a alta atual ainda está atrasada”, explicou Gewehr.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Segundo o estrategista, o recente avanço da Bolsa foi impulsionado principalmente por investidores estrangeiros, enquanto os fundos locais e de pensão ainda estão pouco expostos ao mercado acionário. Ele acredita que esse movimento deve se inverter a partir do primeiro semestre de 2026, com uma nova onda de entradas em fundos de ações e um maior apetite dos fundos de pensão.
Gewehr destaca que as ações brasileiras ainda estão baratas, negociadas a cerca de 8,5 vezes o lucro, contra uma média histórica de 10,5 vezes. Com a possível redução da Selic para 12,5% até o fim de 2026, o lucro das empresas voltadas ao mercado interno pode crescer mais de 25%, devido à queda nos custos de crédito.
Outro indicativo de otimismo é o aumento nas recompras de ações: 128 das 360 empresas listadas na Bolsa possuem programas ativos. “Quando o controlador recompra, é porque acredita no valor do negócio”, pontua Gewehr.
Ele aposta ainda na sincronização da queda dos juros entre Brasil e Estados Unidos, o que tende a atrair ainda mais capital estrangeiro. Entre os setores com melhores oportunidades, o estrategista cita o financeiro, infraestrutura, energia elétrica e saneamento, além de companhias boas pagadoras de dividendos.
Para o investidor pessoa física, estratégias de dividendos e fundos imobiliários também ganham destaque. Desde 2005, o índice IDIV, que reaplica os dividendos, acumula alta de 955%, enquanto o Ibovespa subiu 322% no mesmo período.
A estrategista de investimentos da XP, Rachel de Sá, recomenda uma exposição de 7,5% da carteira em renda variável, com foco em empresas sólidas e boas pagadoras de dividendos. Segundo ela, o Ibovespa pode atingir 170 mil pontos em 2026, embora o mercado possa registrar pequenas correções no caminho.
Para ela, a queda dos juros também deve impulsionar o mercado de fundos imobiliários, tradicionalmente beneficiados pela melhora na atividade econômica e no crédito.
Leia também | Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 100 milhões no próximo sorteio
Tags: bolsa de valores, Ibovespa, Selic, investimentos, Itaú BBA, XP Investimentos, mercado financeiro, ações, dividendos, fundos imobiliários, juros, economia brasileira, investidores estrangeiros, investimentos em 2026, mercado de capitais, renda variável, finanças pessoais, economia, previsão econômica