

Aplicativo bancário aberto na função Pix, meio de pagamento que segue isento de qualquer tipo de taxação no Brasil | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
15 de janeiro de 2026 – A Receita Federal voltou a desmentir, nesta quarta-feira (14), informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta taxação ou monitoramento das transações realizadas via Pix. Em nota oficial, o órgão afirmou que não existe cobrança de impostos sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática que é vedada pela Constituição Federal.
Segundo a Receita, mensagens alarmistas que mencionam “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, assim como o dinheiro ou o cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributação.
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De acordo com o Fisco, os boatos citam de forma distorcida a Instrução Normativa nº 2.278, publicada em agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais. A Receita esclarece que a norma apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio.
O órgão reforça que não há acesso a valores individuais, tampouco à origem ou à natureza dos gastos dos cidadãos. As informações repassadas não permitem identificar movimentações pessoais nem hábitos de consumo.
As notícias falsas voltaram a ganhar força após a divulgação de novos vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que afirma que o governo voltaria a monitorar o Pix. Há cerca de duas semanas, a Receita já havia emitido outro alerta semelhante sobre desinformação envolvendo transações financeiras.
A Receita Federal alerta que esse tipo de conteúdo tem como objetivo enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. O órgão afirma ainda que a disseminação dessas mensagens atende a interesses do crime organizado e de pessoas que se beneficiam da monetização e do engajamento gerado por notícias falsas.
Segundo o Fisco, a instrução normativa é fundamental para evitar que fintechs sejam utilizadas por organizações criminosas em esquemas de lavagem de dinheiro, como identificado em operações policiais recentes.
No mesmo comunicado, a Receita destacou que informações verdadeiras sobre a reforma do Imposto de Renda vêm sendo distorcidas nas redes sociais. Desde janeiro, quem recebe até R$ 5 mil mensais está totalmente isento do IR. Para rendas de até R$ 7.350, há desconto no valor devido.
O órgão enfatiza que essas mudanças não têm qualquer relação com Pix, monitoramento de transações ou criação de novos tributos.
A Receita Federal alerta que boatos envolvendo impostos e Pix criam um ambiente favorável para golpes. Criminosos se aproveitam da desinformação para enviar mensagens falsas por redes sociais, telefone e aplicativos como WhatsApp, solicitando pagamentos indevidos ou dados pessoais.
A orientação é desconfiar de mensagens alarmistas, evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações apenas em canais oficiais do governo ou em veículos de imprensa profissional. Mensagens que pedem pagamentos, dados pessoais ou “regularizações” relacionadas ao Pix devem ser tratadas como tentativas de golpe.
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Tags: Receita Federal, Pix, taxação do Pix, imposto sobre Pix, fake news, golpes financeiros, transações financeiras, fintechs, lavagem de dinheiro, instrução normativa, imposto de renda, desinformação, economia digital, segurança financeira, Portal Terra Da Luz