

Consumidores fazem compras em supermercado enquanto economistas revisam projeções de inflação e crescimento da economia brasileira | Foto: REUTERS/Sergio Moraes
23 de fevereiro de 2026 – A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação no Brasil, foi revisada para baixo e passou de 3,95% para 3,91% em 2026. A estimativa consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, com base nas projeções de instituições financeiras.
Para 2027, a expectativa de inflação foi mantida em 3,8%. Já para 2028 e 2029, o mercado projeta variação de 3,5% em ambos os anos. Esta é a sétima semana consecutiva de redução na previsão do IPCA para 2026, que segue dentro do intervalo da meta oficial de inflação.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece limites entre 1,5% e 4,5%.
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Em janeiro, a alta nas tarifas de energia elétrica e nos preços da gasolina levou a inflação oficial do mês a registrar variação de 0,33%, mesmo patamar observado em dezembro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o resultado fez o IPCA acumular alta de 4,44% em 2025.
Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar da desaceleração inflacionária e da queda do dólar, os juros foram mantidos pela quinta reunião consecutiva no fim de janeiro.
O nível atual é o mais alto desde julho de 2006, quando a Selic atingiu 15,25% ao ano. Em ata, o Copom indicou que poderá iniciar um ciclo de redução dos juros já em março, desde que o cenário econômico permaneça estável e a inflação siga sob controle.
A expectativa do mercado para a Selic ao final de 2026 recuou de 12,25% para 12,13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é de novas reduções, para 10,5% e 10%, respectivamente. Em 2029, a taxa pode chegar a 9,5% ao ano.
O Boletim Focus também trouxe revisão na estimativa de crescimento da economia brasileira. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 subiu de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a expectativa é de expansão de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029 o mercado estima crescimento de 2% ao ano.
No terceiro trimestre de 2025, impulsionada principalmente pela indústria e pela agropecuária, a economia brasileira cresceu 0,1%, resultado considerado de estabilidade pelo IBGE. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está prevista para o dia 3 de março.
Em relação ao câmbio, a projeção para o dólar no fim de 2026 é de R$ 5,45. Para o fim de 2027, a expectativa é de leve alta, com a moeda norte-americana cotada a R$ 5,50.
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Tags: Portal Terra Da Luz, inflação, IPCA, Boletim Focus, Banco Central, Selic, taxa de juros, PIB, economia brasileira, mercado financeiro, política monetária, câmbio, dólar, IBGE, Conselho Monetário Nacional