

Logotipo do FMI, em Washington, nos EUA | Foto: REUTERS/Yuri Gripas
14 de outubro de 2025 — O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima sua projeção de crescimento econômico global, estimando agora uma expansão real do PIB mundial de 3,2% em 2025, acima dos 3,0% previstos em julho e dos 2,8% estimados em abril. Apesar da melhora, o organismo alertou que uma nova escalada comercial entre Estados Unidos e China pode reduzir significativamente o desempenho das economias nos próximos anos.
Segundo o relatório Perspectiva Econômica Global, as tarifas menores do que o esperado e a estabilidade nas condições financeiras contribuíram para o ajuste positivo. O FMI destacou que acordos comerciais recentes entre os EUA e grandes economias evitaram o agravamento das tensões, com pouca retaliação, e que o crescimento foi sustentado por estímulos fiscais na Europa e na China, um dólar mais fraco e o avanço dos investimentos em inteligência artificial (IA).
O economista-chefe do Fundo, Pierre-Olivier Gourinchas, afirmou que, apesar da melhora, “o cenário ainda é pior do que o previsto há um ano e aquém do necessário para um crescimento sustentável”.
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A tranquilidade recente foi abalada após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar tarifas de até 100% sobre produtos chineses, em resposta às restrições de Pequim na exportação de terras raras. Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, as negociações continuam para evitar uma escalada que poderia impactar o comércio mundial.
Gourinchas alertou que, caso as medidas sejam implementadas, o crescimento global pode cair até 1,8 ponto percentual até 2027, afetando o investimento e o consumo.
De acordo com o FMI, os Estados Unidos devem crescer 2,0% em 2025 e 2,1% em 2026, impulsionados por estímulos fiscais e investimentos em tecnologia. Na América Latina e Caribe, a previsão foi elevada de 2,2% para 2,4%, com destaque para o México, cuja estimativa passou de 0,2% para 1,0% em 2025.
A zona do euro também deve crescer 1,2%, beneficiada pela expansão fiscal na Alemanha e pela força econômica da Espanha.
Para a China, o Fundo manteve as projeções de 4,8% em 2025 e 4,2% em 2026, mas alertou que o mercado imobiliário segue instável, quatro anos após o colapso do setor. O FMI destacou que o país enfrenta riscos crescentes de deflação e endividamento, o que pode limitar a retomada econômica.
A inflação global deve permanecer estável em 4,2% em 2025 e 3,7% em 2026, com variações regionais. Nos EUA, espera-se aumento de preços diante do repasse dos custos tarifários ao consumidor.
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