

Brasil aguarda decisão dos Estados Unidos sobre possível tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados ao mercado norte-americano. | Foto: SAUL LOEB/AFP
15 de julho de 2026 – Os Estados Unidos devem anunciar nesta quarta-feira (15) a decisão final sobre a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, além da divulgação de uma lista de exceções. A medida é resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Na véspera do prazo final, o governo brasileiro classificou a possível sobretaxa como “injusta” e informou que estuda medidas de resposta caso a decisão seja confirmada.
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A investigação aberta pelo USTR questiona políticas brasileiras em diferentes áreas consideradas sensíveis pelos Estados Unidos. Entre os pontos citados estão:
Segundo o governo norte-americano, esses fatores poderiam gerar impactos negativos para empresas dos Estados Unidos.
Na terça-feira (14), representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e da Presidência da República participaram da quinta reunião de alto nível com o representante do USTR, Jamieson Greer.
Após o encontro, o Palácio do Planalto divulgou nota afirmando que “nenhuma das razões apontadas na Seção 301 justificam a aplicação das tarifas”. O governo brasileiro também declarou que as sobretaxas “não são o caminho para formular um acordo bilateral mutuamente adequado”.
Um dos pontos centrais da investigação é o Pix, citado diversas vezes no relatório do USTR. O documento sustenta que o sistema brasileiro de pagamentos poderia gerar prejuízos a empresas norte-americanas do setor financeiro.
O governo brasileiro, entretanto, considera o tema inegociável. O Banco Central já informou que o Pix não será objeto de negociação durante as tratativas comerciais.
A proposta inicial apresentada pelo governo dos Estados Unidos prevê a incidência da tarifa sobre mais de 4 mil produtos brasileiros.
O Brasil espera que uma lista de exceções preserve setores considerados estratégicos para as exportações nacionais, como carne bovina, café, petróleo e aeronaves. Por outro lado, segmentos como máquinas, produtos de madeira e calçados podem ser atingidos pela nova cobrança.
Atualmente, os produtos brasileiros já estão sujeitos a uma tarifa geral de 10% para ingresso no mercado norte-americano. Especialistas avaliam que, dependendo da decisão final, diferentes tarifas poderão ser cumulativas, elevando significativamente o custo das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
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