

Jogadores da Argentina comemoram classificação à semifinal da Copa do Mundo após vitória sobre a Suíça | Foto: reprodução/AFA
12 de julho de 2026 – A Argentina está na semifinal da Copa do Mundo de 2026 após superar a Suíça nas quartas de final e avançar pelo lado considerado mais favorável do chaveamento desde o início da fase eliminatória.
A trajetória da atual campeã mundial foi construída a partir de uma boa campanha na fase de grupos, em que a equipe comandada por Lionel Scaloni terminou na liderança e evitou surpresas. Mas o caminho até a semifinal também foi influenciado por eliminações inesperadas e combinações de resultados que afastaram confrontos contra seleções tradicionais.
Com isso, a Argentina chegou entre as quatro melhores do torneio sem enfrentar, até aqui, adversários como Brasil, França, Inglaterra, Portugal, Espanha, Bélgica, Alemanha ou Itália no mata-mata.
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Um dos principais pontos de virada no chaveamento foi a eliminação precoce do Uruguai, que aparecia como possível adversário da Argentina nos 16 avos de final.
A seleção uruguaia fez campanha abaixo do esperado e deixou a competição ainda na primeira fase.
No mesmo grupo, Cabo Verde surpreendeu, terminou na segunda colocação após três empates e avançou ao mata-mata.
Com esse novo cenário, a Argentina enfrentou Cabo Verde na primeira fase eliminatória, venceu e seguiu adiante na competição.
Depois de passar por Cabo Verde, a Argentina encarou o Egito, que havia eliminado a Austrália.
Em uma partida emocionante, marcada por virada histórica, os argentinos confirmaram a classificação para as quartas de final.
Na sequência, a equipe de Scaloni enfrentou a Suíça e voltou a avançar, garantindo lugar na semifinal da Copa do Mundo.
A campanha reforça a eficiência argentina em aproveitar o chaveamento, mas também reacende o debate sobre a diferença de dificuldade entre os caminhos percorridos pelas principais seleções.
O caminho da Argentina poderia ter sido mais difícil caso Portugal tivesse confirmado a liderança de seu grupo.
A seleção portuguesa, no entanto, foi superada pela Colômbia na fase inicial e terminou em segundo lugar.
Com isso, acabou direcionada para o outro lado da chave, afastando a possibilidade de um duelo antecipado contra os argentinos.
A combinação de resultados ajudou a redesenhar o mata-mata e favoreceu uma sequência teoricamente menos pesada para a atual campeã.
Além do chaveamento, o ranking da Fifa em tempo real também ajuda a dimensionar o nível dos adversários enfrentados pela Argentina até a semifinal.
Entre as seleções que disputaram seis partidas no torneio, a Argentina teve, em média, adversários em posições mais baixas no ranking.
O caminho argentino teve seleções como Jordânia, Cabo Verde, Argélia, Áustria, Egito e Suíça.
Já outras equipes enfrentaram rivais mais bem colocados, especialmente nas fases eliminatórias.
Argélia, 29ª colocada
Áustria, 23ª colocada
Jordânia, 73ª colocada
Cabo Verde, 64ª colocada
Egito, 24ª colocada
Suíça, 14ª colocada
A França enfrentou Senegal, Iraque, Noruega, Suécia, Paraguai e Marrocos, seleção que aparece entre as mais bem colocadas no ranking.
A Espanha teve pela frente Cabo Verde, Arábia Saudita, Uruguai, Áustria, Portugal e Bélgica, com duelos de alto peso no mata-mata.
A Noruega encarou Iraque, Senegal, França, Costa do Marfim, Brasil e Inglaterra, um dos caminhos mais duros entre as seleções que avançaram.
A Inglaterra passou por Croácia, Gana, Panamá, República Democrática do Congo, México e Noruega.
A Suíça enfrentou Catar, Bósnia, Canadá, Argélia, Colômbia e Argentina.
Apesar da leitura sobre chaveamento favorável, a Argentina fez sua parte em campo.
A equipe venceu os jogos necessários, manteve regularidade e soube aproveitar as oportunidades abertas pelas eliminações de adversários tradicionais.
Em Copas do Mundo, o caminho até o título costuma ser moldado tanto pelo desempenho próprio quanto pelos resultados paralelos.
Para a atual campeã, o desafio agora será confirmar força também diante de adversários mais exigentes na semifinal, etapa em que o nível de pressão, concentração e desempenho costuma ser decisivo.
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