

Barraqueiros foram intimados pela Polícia Civil em Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, após agressões contra dois turistas de Mato Grosso | Foto: Camila Torres/TV Globo
30 de dezembro de 2025 – A Polícia Civil de Pernambuco intimou barraqueiros envolvidos na agressão a dois turistas na praia de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, no Litoral Sul do estado. O caso ocorreu após o casal se recusar a pagar pelo aluguel de cadeiras, prática considerada irregular quando vinculada à exigência de consumo mínimo. Como medida emergencial, a prefeitura determinou a interdição temporária da Barraca da Maura, local onde ocorreu a confusão.
Segundo a gestão municipal, o estabelecimento ficará fechado por sete dias, e os funcionários diretamente envolvidos no episódio devem ser afastados até a conclusão das investigações. Ao menos 14 pessoas já foram identificadas pela polícia como participantes da agressão.
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De acordo com a Prefeitura de Ipojuca, a interdição da barraca integra um conjunto de providências administrativas voltadas à apuração dos fatos e à preservação da ordem pública em um dos destinos turísticos mais visitados do país. A dona do estabelecimento, Maura Santos, informou que não irá se pronunciar sobre a decisão.
Entre as medidas anunciadas estão o reforço da fiscalização na orla, com ampliação do efetivo da Guarda Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente, além da intensificação das ações para coibir práticas abusivas, como venda casada, cobrança de consumação mínima e atuação irregular de flanelinhas.
A Polícia Civil realizou diligências em Porto de Galinhas dois dias após o episódio para intimar os barraqueiros a prestarem depoimento. Segundo o governo do estado, 14 pessoas foram identificadas até o momento. A corporação informou que novas informações só serão divulgadas após a conclusão do inquérito.
O secretário de Turismo de Ipojuca, Deomaci Ramos, afirmou que os comerciantes serão obrigados a informar claramente nos cardápios as regras de cobrança pelo uso de cadeiras e guarda-sóis. Ele reforçou que, embora a cobrança seja permitida, é proibido atrelar o valor à exigência de consumo, prática vedada pelo Código de Defesa do Consumidor.
Além disso, a prefeitura determinou o cadastramento obrigatório de todos os garçons e atendentes que atuam nas barracas de Porto de Galinhas. Os comerciantes terão prazo de 15 dias para regularizar a situação junto à Secretaria de Turismo, sob pena de impedimento de funcionamento.
Em casos de emergência ou registro de ocorrências, moradores e turistas podem acionar o Centro Integrado de Defesa Social Municipal (Cidem).
O caso aconteceu no sábado (27) e foi registrado por vídeos feitos por testemunhas. As imagens mostram o tumulto e o momento em que os turistas sobem na caçamba de uma viatura da Guarda Municipal. Um dos agredidos, Jhonny Andrade, aparece com o rosto ensanguentado.
Em depoimento, Jhonny relatou que a agressão começou após questionar o valor cobrado pelas cadeiras. Ele também afirmou ter percebido indícios de homofobia durante o ataque. O casal precisou de atendimento médico antes de registrar o boletim de ocorrência e denunciou dificuldades na estrutura de atendimento de saúde da região.
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