

São Paulo lança protocolo pioneiro para combater bebidas adulteradas com metanol | Foto: Governo de SP
10 de outubro de 2025 — O Governo de São Paulo apresentou um novo protocolo para detectar metanol em bebidas alcoólicas adulteradas, em resposta à recente crise sanitária causada pelo consumo de produtos contaminados. A iniciativa, inédita no Brasil, foi desenvolvida pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) e já permitiu identificar 30 casos no estado.
O protocolo aprimora os processos de análise, garantindo resultados mais ágeis e eficazes. Com ele, os peritos conseguem detectar a presença de metanol e determinar sua porcentagem tóxica, mesmo antes da emissão do laudo final.
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A metodologia inclui quatro fases principais. Primeiro, é feita a seleção de amostras das garrafas apreendidas. Em seguida, o Núcleo de Documentoscopia verifica lacres, selos e rótulos — o que possibilita a emissão de laudos em menos de 24 horas.
Na terceira etapa, o Núcleo de Química utiliza um equipamento portátil para detectar rapidamente o metanol e outras substâncias presentes. Por fim, a cromatografia gasosa separa os elementos químicos e revela a porcentagem exata de metanol. O procedimento também identifica falsificações, mesmo quando o composto não é encontrado.
A perita Karin Kawakami, da SPTC, destacou que o sistema foi adaptado para maior agilidade:
“Já seguimos protocolos internacionais, mas precisávamos aperfeiçoá-los diante da alta demanda no estado e no país”, explicou.
Até o momento, cinco pessoas morreram em São Paulo devido à intoxicação por metanol, e 23 casos confirmados seguem sob investigação. O protocolo está sendo compartilhado com outros estados para ampliar o combate à falsificação de bebidas.
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Tags: São Paulo, bebidas adulteradas, metanol, Polícia Técnico-Científica, protocolo inédito, governo de São Paulo, saúde pública, cromatografia gasosa, investigação, segurança alimentar