

Corpo de Juliana Marins é retirado do Monte Rinjani por equipes de resgate na Indonésia | Foto: reprodução/X
25 de junho de 2025 — Após mais de sete horas de trabalho, equipes da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas) conseguiram, nesta quarta-feira (25), içar o corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, do Monte Rinjani, um dos pontos mais altos e desafiadores do país. A operação, realizada sob clima instável, contou com o apoio de voluntários e agentes especializados em resgates em áreas de risco.
Juliana foi localizada cerca de 600 metros abaixo da trilha, em uma região com vários pontos de ancoragem. O terreno extremamente íngreme e o mau tempo, com visibilidade reduzida, impediram o uso de helicópteros na operação.
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O corpo da brasileira será levado ao posto de Sembalun, de onde partem as expedições para o cume do Monte Rinjani, e depois será encaminhado ao hospital Bayangkara, na cidade de Mataram, para os trâmites legais e início do processo de repatriação ao Brasil. A informação foi confirmada pelo chefe da Basarnas, Marechal do Ar TNI Muhammad Syafi’i.
“Após a entrega oficial do corpo pela Basarnas ao hospital, o processo de repatriação ou procedimentos posteriores ficará a cargo das autoridades e da família”, declarou Syafi’i à imprensa local.
Um dos voluntários que atuou diretamente na operação compartilhou imagens e um relato emocionado nas redes sociais. Ele mostrou as condições adversas enfrentadas durante o resgate, como neblina densa e mudanças bruscas de temperatura, que dificultaram o deslocamento até o ponto onde Juliana foi encontrada.
“Não pude fazer muito, só consegui ajudar desta forma 🥺. Que suas boas ações sejam aceitas por ele. Amém!”, escreveu o guia.
A operação envolveu três equipes de resgate, com a participação de membros do esquadrão Rinjani, especializado em operações em ambientes extremos. Sete pessoas acompanharam diretamente a operação, divididas em dois pontos de profundidade — uma a 400 metros e outra a 600 metros abaixo da trilha.
As buscas, que duraram quatro dias, foram marcadas por dificuldades técnicas, como cordas inadequadas, chuvas intensas e comunicação instável, o que também dificultou o contato da família com as autoridades locais.
Juliana era natural do Rio de Janeiro e morava em Niterói. Formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ, também atuava como dançarina de pole dance. Ela estava viajando sozinha pelo sudeste asiático desde fevereiro deste ano, tendo visitado países como Filipinas, Tailândia e Vietnã.
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