

A movimentação de Camilo Santana ocorre após o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) se lançar ao governo do Ceará e aparecer à frente nas pesquisas | Foto: José Cruz/Agência Brasil
20 de janeiro de 2026 – O cenário político do Ceará ganhou novos contornos com o avanço da oposição nas pesquisas eleitorais e a articulação de alianças em torno da candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo do estado. Diante do novo contexto, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), anunciou que avalia deixar o comando da pasta para se dedicar integralmente à campanha pela reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.
Camilo afirmou que tem até março para tomar a decisão, mas destacou que a função ministerial o mantém distante do estado que governou por dois mandatos e pelo qual foi eleito senador em 2022. A movimentação política ocorre em meio ao crescimento de Ciro Gomes, que aparece à frente nas intenções de voto e tem atraído setores diversos da oposição.
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Em conversa com jornalistas no Ministério da Educação, Camilo Santana reiterou que seu candidato ao governo do Ceará é Elmano de Freitas e que trabalhará para evitar retrocessos no estado e no país. Segundo ele, a eventual saída do MEC não comprometerá o andamento das políticas educacionais.
“Temos uma grande equipe no ministério, que está funcionando bem. Minha saída ou não jamais vai afetar o encaminhamento das ações do MEC”, afirmou. O ministro também não descartou reassumir o mandato de senador para atuar diretamente na campanha estadual.
Levantamento do instituto Ipsos-Ipec, realizado entre os dias 13 e 16 de dezembro, indicou Ciro Gomes na liderança da disputa pelo governo do Ceará, com 44% das intenções de voto, contra 34% de Elmano de Freitas. Em um eventual segundo turno, o tucano venceria o atual governador por dez pontos percentuais.
O resultado acendeu o alerta no PT e no entorno do presidente Lula, que consideram estratégica a manutenção do Ceará sob comando petista. O estado é governado pelo partido desde 2015 e representa um dos principais redutos eleitorais de Lula no Nordeste.
Aliados avaliam que Camilo Santana pode se tornar peça-chave na campanha, inclusive assumindo protagonismo maior caso a reeleição de Elmano seja ameaçada. O ministro teve atuação decisiva nas eleições municipais de 2024, quando se afastou temporariamente do MEC para apoiar Evandro Leitão (PT), eleito prefeito de Fortaleza após reverter desvantagem nas pesquisas.
Após deixar o PDT e se filiar ao PSDB, Ciro Gomes passou a articular uma chapa unificada com nomes da oposição ao governo estadual, incluindo lideranças do campo bolsonarista. Entre os nomes cotados estão o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União) e o ex-deputado Capitão Wagner, além de negociações em aberto para a composição das vagas ao Senado.
O movimento, no entanto, enfrenta resistências internas, inclusive de setores ligados ao PL, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se posicionou contra uma aliança com Ciro.
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