

Israel e Hamas chegam a um acordo de paz mediado por Trump | Foto: Jack Guez / AFP
09 de outubro de 2025 — Israel e o Hamas anunciaram, nesta quarta-feira (8), um acordo histórico de paz para o cessar-fogo na Faixa de Gaza, após quase dois anos de guerra. A medida, mediada pelos Estados Unidos com apoio do Egito, Catar e Turquia, marca a primeira fase de um plano de pacificação proposto pelo presidente americano Donald Trump.
O tratado prevê a libertação de todos os reféns mantidos pelo grupo terrorista desde o ataque de 7 de outubro de 2023, em troca da soltura de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos por parte de Israel. Também está prevista a redução das operações militares israelenses em Gaza e o envio ampliado de ajuda humanitária ao território.
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Segundo autoridades israelenses, o Hamas ainda mantém 48 reféns, dos quais apenas 20 estariam vivos. A libertação completa deve ocorrer até segunda-feira (13). Em contrapartida, Israel promete recuar suas tropas e diminuir a área de ocupação em Gaza, passando de 75% para 57% do território.
O acordo inclui ainda a suspensão dos bombardeios e a criação de corredores humanitários, com a entrada de caminhões de comida, água e medicamentos.
A proposta norte-americana, apresentada em setembro, prevê uma transição política em Gaza, que passará a ser administrada por um comitê palestino tecnocrático e apolítico sob supervisão do chamado Conselho da Paz, chefiado por Donald Trump.
O território será declarado zona livre de grupos armados, e o Hamas poderá receber anistia caso entregue suas armas. Está prevista também a criação de uma Força Internacional de Estabilização (ISF), responsável por treinar uma nova polícia palestina e supervisionar o processo de desmilitarização.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, celebrou o acordo como uma “vitória moral” e agradeceu o apoio internacional. “Este é um grande dia para Israel. Graças à coragem das Forças de Defesa e à fé do nosso povo, alcançamos um passo decisivo rumo à paz”, afirmou.
O Hamas, por sua vez, agradeceu a mediação de Trump e dos países envolvidos, destacando que o tratado representa “um avanço para a liberdade e autodeterminação do povo palestino”.
A votação interna do acordo está prevista para ocorrer nesta quinta-feira (9) no governo israelense. Segundo a AFP, a assinatura oficial deve acontecer às 6h, pelo horário de Brasília.
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