

10 de novembro de 2025 – A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) começou oficialmente nesta segunda-feira (10), em Belém (PA), marcando o início das negociações entre 194 países e a União Europeia em torno de uma ampla Agenda de Ações com 111 itens prioritários. O encontro, que vai até o dia 21, busca avançar em compromissos globais para conter o aquecimento do planeta e implementar políticas de adaptação climática.
Inicialmente, a previsão era de uma pauta com 100 pontos. Porém, após intensas negociações que se estenderam até as 23h de domingo (9), oito novas solicitações foram incluídas, ampliando o escopo das discussões. Entre os temas debatidos estão financiamento climático, comércio internacional, saúde, florestas, adaptação e transição energética.
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De acordo com Túlio Andrade, diretor de estratégia e alinhamento da COP30, o item sobre “Implementação do Balanço Global (GST) em áreas de florestas” foi retirado da pauta para evitar atrasos nas deliberações. Já o tema “Saúde e clima” foi incorporado ao bloco de adaptação. Outros tópicos, como “Condições especiais para transição climática em países africanos” e “Mudanças climáticas em áreas de montanhas”, serão avaliados diretamente pela presidência da conferência.
O presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, destacou o empenho das delegações internacionais em alcançar o consenso necessário para o início das discussões.
“Tenho que agradecer pelo fantástico acordo que as delegações alcançaram, garantindo o avanço da Agenda ainda na noite de ontem. Esse entendimento permitirá explicar ao mundo a importância dos recursos e compromissos adicionais assumidos”, afirmou Corrêa do Lago, em coletiva de imprensa.
As negociações foram divididas em blocos temáticos, que serão debatidos ao longo das próximas duas semanas. A programação inclui temas centrais como adaptação, energia, biodiversidade e equidade social:
A conferência, sediada pela primeira vez na Amazônia, busca consolidar o papel da região como protagonista global na agenda climática e reforçar o compromisso do Brasil com a implementação de políticas sustentáveis, inclusivas e baseadas na natureza.
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