

Ministra do STF, Carmen Lúcia | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
11 de setembro de 2025 – Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aguardam um voto “lapidar” da ministra Cármen Lúcia, que deve se posicionar nesta quinta-feira (11) em contraponto ao entendimento do ministro Luiz Fux.
Na sessão desta quarta-feira (10), Fux votou pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros réus, afirmando não ter visto tentativa de golpe nos atos investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A expectativa agora é que Cármen Lúcia adote posição oposta, reforçando a defesa da democracia e do Estado de Direito.
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Cármen Lúcia tem um longo histórico de posicionamentos firmes contra ameaças institucionais. Durante o recebimento da denúncia contra Bolsonaro e outros sete acusados, classificou os atos de 8 de janeiro como “gravíssimos” e destacou a necessidade de impedir a “máquina de desmontar a democracia”.
Em sua fala à época, ressaltou que golpes não acontecem em um único dia, mas resultam de tentativas contínuas que produzem consequências graves. “Ditadura mata, vive da morte, não apenas da sociedade, mas da democracia, mas de seres humanos de pele e osso que são torturados e mutilados”, afirmou.
Enquanto Fux minimizou os eventos, classificando ataques às instituições como “bravatas” e “choros de perdedor”, Cármen deve reafirmar que houve violência real e coordenada. Para integrantes do STF, a ministra apresentará um voto cirúrgico, sem expor diretamente o colega, mas diametralmente oposto em conteúdo.
O julgamento segue nesta quinta-feira e é considerado decisivo para o futuro do processo contra Bolsonaro e outros acusados de participação na trama golpista.
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Tags: STF, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Jair Bolsonaro, julgamento trama golpista, democracia no Brasil, atos de 8 de janeiro, Supremo Tribunal Federal, política brasileira, Estado de Direito