

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
31 de agosto de 2025 – O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início, na próxima terça-feira (2), ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete aliados acusados de envolvimento em uma trama golpista para reverter o resultado das eleições de 2022. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e envolve crimes graves contra o Estado Democrático de Direito.
O julgamento é considerado histórico, ocorrendo cerca de dois anos e meio após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Caso condenados, Bolsonaro e generais das Forças Armadas poderão enfrentar penas que incluem prisão por tentativa de golpe de Estado — fato inédito desde a redemocratização do país.
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Para evitar riscos, o STF preparou uma operação especial de segurança, com restrição de circulação nos prédios da Corte, uso de drones e varredura com cães farejadores. O julgamento atraiu atenção internacional: foram feitos 501 pedidos de credenciamento de jornalistas e 3.357 inscrições de interessados em acompanhar presencialmente.
No entanto, apenas 1.200 pessoas terão acesso às sessões, que serão transmitidas em telão para o público credenciado.
Entre os acusados estão, além de Jair Bolsonaro, nomes de destaque do antigo governo:
Eles respondem por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O rito seguirá o Regimento Interno do STF e a Lei 8.038/1990.
As sessões acontecerão nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.
Caso haja condenação, a prisão dos réus não será imediata. Eles ainda poderão recorrer dentro do próprio Supremo. Generais e oficiais envolvidos terão direito a prisão especial em unidades militares ou alas diferenciadas de presídios, conforme prevê o Código de Processo Penal.
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Tags: STF, Jair Bolsonaro, julgamento Bolsonaro, golpe de Estado, atos de 8 de janeiro, Alexandre de Moraes, PGR, democracia no Brasil, condenação ex-presidente, julgamento histórico STF