

Prazo final para recurso de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
27 de outubro de 2025 — As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus do chamado “núcleo 1” da tentativa de golpe de Estado têm até esta segunda-feira (27) para recorrer da condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O prazo se encerra às 23h59 e o principal recurso cabível é o embargo de declaração, usado para apontar eventuais contradições ou omissões nos votos dos ministros — embora raramente altere o resultado final de uma condenação.
Segundo apurou a CNN Brasil, os advogados de Bolsonaro devem concentrar seus esforços em tentar reduzir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão, fixada pela Primeira Turma do STF. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília e fez uma breve aparição pública recentemente, de cerca de 20 minutos, em frente à casa onde está detido.
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Internamente, a defesa de Bolsonaro reconhece que a reversão completa da condenação é improvável. A estratégia jurídica agora é minimizar os danos, argumentando que os crimes de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito deveriam ser considerados como um único delito, sem soma de penas.
A maioria dos ministros, no entanto, já se posicionou contrária a essa interpretação, o que reduz as chances de êxito do recurso. Ainda assim, a defesa deve apresentar os embargos dentro do prazo, com base no princípio do duplo grau de jurisdição.
Os recursos apresentados pelos réus serão avaliados em plenário virtual pela Primeira Turma do STF. Não há data definida para o julgamento, mas a expectativa é que a análise ocorra de forma rápida. Caso o recurso seja rejeitado, as defesas ainda poderão apresentar novos embargos.
Se também forem negados, o Supremo poderá considerar o processo encerrado, certificando o chamado “trânsito em julgado”, momento em que a condenação se torna definitiva e as penas começam a ser executadas.
Nesse cenário, Bolsonaro e os demais condenados do núcleo 1 devem ser presos.
Conforme apuração da CNN, o tenente-coronel Mauro Cid será o único do grupo a não apresentar recurso. Com isso, o processo dele poderá ser encerrado antes dos demais. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, publicar o certificado de trânsito em julgado e dar início à execução penal.
Cid foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto, mas já cumpriu dois anos e cinco meses em medidas restritivas e sob cautelares judiciais. Assim, ele poderá solicitar o reconhecimento do cumprimento integral da pena e sair livre.
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