

Por ter celebrado um acordo de delação premiada, o militar não permanecerá preso | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
031 de novembro de 2025 — O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, participou nesta segunda-feira (3) de uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) e teve a tornozeleira eletrônica retirada, conforme determinação da Corte. A audiência foi conduzida por Flavia Martins de Carvalho, juíza auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que apura a chamada trama golpista.
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Durante o procedimento, Cid recebeu as orientações sobre o cumprimento da pena de dois anos de prisão em regime aberto, imposta pela condenação no Núcleo 1 do processo. Por ter celebrado um acordo de delação premiada, o militar não permanecerá preso.
De acordo com as condições fixadas, Mauro Cid está proibido de deixar Brasília, devendo cumprir recolhimento domiciliar entre 20h e 6h, além de permanecer em casa durante os fins de semana. Ele também está impedido de portar armas, acessar redes sociais ou se comunicar com outros investigados do caso.
O ex-ajudante de ordens poderá usufruir dos benefícios previstos na delação premiada, incluindo a retirada da tornozeleira eletrônica, desbloqueio de bens e proteção por agentes da Polícia Federal, estendida também a familiares próximos.
Em setembro, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Cid, Bolsonaro e outros cinco réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Entre os condenados também está Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e atual deputado federal, responsabilizado por três dos cinco crimes atribuídos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os recursos de Bolsonaro e demais acusados devem ser julgados pela Primeira Turma do STF a partir de 7 de novembro.
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