

Dois policiais militares e um policial civil são presos com cerca de 72 kg de ouro no Amazonas | Foto: Divulgação/PMAM
30 de outubro de 2025 — Seis pessoas foram presas na noite de quarta-feira (29) em Manaus, incluindo dois policiais militares e um policial civil, por envolvimento no transporte ilegal de 77 barras de ouro, totalizando 72,6 quilos, avaliadas em cerca de R$ 45 milhões. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), trata-se da maior apreensão de ouro da história do estado.
A operação foi conduzida pelas Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), da Polícia Militar, após uma denúncia anônima ao 190 informando que uma família estaria sendo feita refém em uma residência no bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul de Manaus.
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De acordo com o comandante da Rocam, tenente-coronel Renan Carvalho, havia sete pessoas na casa, entre elas os três policiais, dois homens e um casal proprietário do imóvel. O ouro ilegal, segundo as investigações, teria origem na Venezuela.
O marido do casal negociava o ouro quando os agentes chegaram ao local, renderam os presentes e tentaram roubar as barras. Durante a chegada da Rocam, os policiais envolvidos tentaram se passar por vítimas, mas apresentaram comportamento suspeito. Após averiguação, ficou constatado que os próprios agentes estavam extorquindo as vítimas.
Os presos foram identificados como o investigador da Polícia Civil, Fellipe Pinto Ferreira, de 45 anos, e os cabos da PM Antônio Temilson de Souza Aguiar, de 40, e Gilson Luna de Farias, de 37.
Além do ouro, a polícia apreendeu dois veículos usados para o transporte do material — um carro blindado e outro com fundo falso, adaptado para circular com a carga de forma oculta. Também foram encontradas cinco armas de fogo, munições, coletes balísticos, celulares e dinheiro em espécie.
O material foi encaminhado à superintendência da Polícia Federal em Manaus, que agora coordena a investigação. A Corregedoria da SSP-AM e a Polícia Civil também acompanham o caso.
O comandante-geral da PM, coronel Klinger Paiva, afirmou que a corporação não tolera esse tipo de conduta e que será instaurado processo disciplinar contra os agentes. A Polícia Federal deve abrir inquérito para apurar a possível participação de outros servidores públicos no esquema criminoso.
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