

Astronautas que ocupam a Cápsula Orion durante missão Artemis II enfrentarão temperaturas extremas na reentrada à Terra | Foto: reprodução/Jornal Nacional
10 de abril de 2026 – A fase final da missão Artemis II promete momentos de alta tensão e precisão. Em poucos minutos, a cápsula Orion reduzirá sua velocidade de mais de 40 mil km/h para cerca de 32 km/h até o pouso no oceano, em uma das etapas mais críticas de toda a viagem.
A reentrada na atmosfera terrestre exige uma sequência rigorosa de procedimentos e condições exatas para garantir a segurança da tripulação.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Ainda no espaço, os astronautas realizam os últimos preparativos, revisando protocolos e vestindo trajes de compressão, essenciais para ajudar o corpo a se readaptar à gravidade da Terra.
Cerca de 20 minutos antes da reentrada, o módulo de serviço é descartado, expondo o escudo térmico responsável por proteger a cápsula do calor extremo. Nesse momento, ajustes finos são feitos para garantir o ângulo ideal de entrada.
Uma inclinação mínima fora do padrão pode comprometer toda a operação. Se muito inclinada, a cápsula pode queimar; se rasa demais, pode até ricochetear de volta ao espaço.
A chamada “interface de entrada” ocorre a cerca de 122 km de altitude. A partir desse ponto, a cápsula enfrenta velocidades próximas a 35 vezes a velocidade do som, gerando temperaturas superiores a 2.700 °C.
Esse calor intenso cria um plasma ao redor da nave, provocando um apagão de comunicação de aproximadamente seis minutos — período em que a tripulação fica sem contato com a Terra.
Durante essa fase, os astronautas também são submetidos a forças de até 3,9 vezes a gravidade terrestre. Para reduzir o impacto, a nave segue um ângulo cuidadosamente calculado, permitindo uma desaceleração progressiva.
Diferente de aeronaves convencionais, a cápsula Orion não é aerodinâmica. Seu formato permite usar o arrasto da atmosfera como principal mecanismo de frenagem, reduzindo drasticamente a velocidade em poucos minutos.
Após o blackout, a nave já estará a cerca de 46 km de altitude, ainda em alta velocidade, mas pronta para iniciar a etapa final da descida.
A aproximadamente 6,7 km de altitude, são acionados os paraquedas de frenagem, responsáveis por estabilizar a cápsula. Em seguida, a cerca de 1,8 km, entram em ação os três paraquedas principais, que garantem uma descida controlada.
O impacto final ocorre no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, a cerca de 32 km/h. Apesar de relativamente suave, o pouso exige precisão absoluta para garantir a integridade da tripulação.
Após o resgate, os astronautas serão levados ao navio militar USS John P. Murtha, onde passam por avaliações médicas antes de seguirem para o Centro Espacial Johnson, no Texas.
Toda a operação — do início da reentrada ao pouso — dura pouco mais de dez minutos e é considerada uma das fases mais arriscadas da missão.
Leia também | Inflação sobe 0,88% em março e supera previsão
Tags: Artemis II, NASA, exploração espacial, cápsula Orion, reentrada atmosférica, missão lunar, astronautas, tecnologia espacial, escudo térmico, espaço, ciência, inovação, pouso no oceano, exploração da Lua, Portal Terra Da Luz