

Unifor consolida papel de destaque na ciência e inovação no Nordeste | Foto: Ares Soares/Unifor
14 de outubro de 2025 — A Fundação Edson Queiroz está ampliando os investimentos em pesquisa científica, inovação tecnológica e produção de conhecimento aplicado no Ceará. A iniciativa fortalece o papel da Universidade de Fortaleza (Unifor) como referência nacional e internacional em ciência voltada para soluções reais que beneficiam a sociedade.
Os aportes incluem a modernização do parque tecnológico, a criação de novos laboratórios de pesquisa e a expansão das linhas de financiamento a pesquisadores, com recursos próprios e apoio de instituições como a Finep, o CNPq e a Funcap.
O impacto é visível em estudos que unem tecnologia, saúde e inclusão social, gerando resultados concretos para o desenvolvimento humano e econômico do Ceará.
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Pesquisas lideradas pelo professor Alexandre Libório, do curso de Medicina e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Unifor, contribuíram diretamente para a atualização internacional dos critérios de diagnóstico da lesão renal aguda neonatal (AKI).
Os estudos realizados em parceria com hospitais cearenses demonstraram que o volume urinário é um marcador precoce de risco em recém-nascidos, descoberta incorporada à nova diretriz mundial de nefrologia neonatal aprovada em conferência internacional nos Estados Unidos em 2024.
A inovação permite diagnósticos mais rápidos e precisos, reduzindo complicações e taxas de mortalidade infantil.
O estudo coordenado pela professora Maria Alix Leite de Araújo, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, em parceria com a Universidade de Harvard, analisou os impactos da sífilis congênita em crianças nascidas durante o período de escassez mundial de penicilina, em 2015.
A pesquisa investigou possíveis sequelas oftalmológicas, pediátricas e neurológicas e resultou em avanços clínicos relevantes no Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI). O trabalho recebeu o Prêmio Walter Takahashi de Melhor Tema Clínico, no BRAVS Meeting Retina 2025, consolidando o protagonismo da Unifor na pesquisa em saúde pública.
No campo da tecnologia, a professora Vládia Pinheiro, do Programa de Pós-Graduação em Informática Aplicada (PPGIA), coordenou o projeto “Tributação 4.0”, desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal das Finanças de Fortaleza (Sefin).
A iniciativa criou robôs de inteligência artificial capazes de automatizar processos de fiscalização e atendimento tributário, detectando inconsistências e prevenindo fraudes em impostos como ISS e IPTU.
A tecnologia contribui para uma gestão pública mais ágil, transparente e eficiente, além de combater a evasão fiscal e fortalecer a arrecadação municipal.
A professora Andréia Formico, do Mestrado em Informática Aplicada, lidera o projeto TsetFall, banco de dados inédito voltado à detecção automática de quedas humanas.
A ferramenta, baseada em inteligência artificial e visão computacional, reconhece quedas em tempo real e pode ser aplicada em hospitais, residências inteligentes e instituições de longa permanência para idosos.
O projeto já foi apresentado em conferências internacionais, como a IEEE SeGAH (Grécia) e o BRACIS 2025 (Brasil), e tem potencial de impacto global na segurança e qualidade de vida da população idosa.
Na área jurídica, a doutora Thaís Araújo Dias, egressa do Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional (PPGD) da Unifor, conquistou o Prêmio Capes de Tese 2025, tornando a universidade a primeira instituição do Nordeste a vencer na área do Direito.
Sua tese, “Ditadura legalizada: uma teoria constitucional autoritária brasileira dos atos institucionais”, analisa como o Direito foi utilizado para legitimar práticas autoritárias durante o regime militar (1964–1979).
O trabalho, orientado pelo professor Martonio Mont’Alverne Barreto, reforça o compromisso da academia com a memória histórica, a democracia e a reflexão crítica sobre o papel do Direito na sociedade.
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