

A solicitação foi feita com apoio da Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro (DPU-RJ) e conta com o suporte do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) | Foto: arquivo pessoal
30 de junho de 2025 – A família da publicitária Juliana Marins, morta após uma queda de aproximadamente 300 metros durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, ingressou com um pedido na Justiça Federal para que uma nova autópsia seja realizada no Brasil. O caso ganhou repercussão nacional e vem sendo acompanhado pelas redes sociais da família e por autoridades locais.
A solicitação foi feita com apoio da Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro (DPU-RJ) e conta com o suporte do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), órgão vinculado à Prefeitura de Niterói, cidade natal da jovem.
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Segundo Mariana Marins, irmã da vítima, a família busca entender melhor as circunstâncias da morte. “Queremos uma nova autópsia para entender o que de fato aconteceu com Juliana. Infelizmente, convivemos com descaso do início ao fim desde o acidente”, declarou Mariana, destacando que o objetivo é esclarecer se houve alguma omissão ou erro na primeira perícia.
O corpo da jovem ainda está na Indonésia, e a família relatou dificuldades em obter a confirmação do voo de repatriação com a companhia aérea Emirates. A Prefeitura de Niterói custeou R$ 55 mil para a repatriação, velório e sepultamento no Brasil.
Juliana faleceu no dia 20 de junho enquanto fazia trilha no Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia. A jovem viajava pela Ásia desde fevereiro, visitando países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. O resgate do corpo durou quase quatro dias, sendo dificultado por neblina intensa, terreno escorregadio e falta de infraestrutura.
A autópsia preliminar feita na Indonésia apontou traumatismo por força contundente como causa da morte. O exame ainda aguarda resultados de testes toxicológicos, mas não há indícios de envenenamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o Ministério das Relações Exteriores preste total assistência à família. Um decreto presidencial recente autorizou o uso de recursos públicos para o traslado de corpos de brasileiros mortos no exterior, o que antes era proibido.
Como forma de homenagem, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, anunciou que o Mirante e a Praia do Sossego, em Camboinhas, passarão a se chamar Juliana Marins, em reconhecimento à jovem e ao seu carinho pelo local.
O caso de Juliana também acendeu o alerta sobre os riscos do Monte Rinjani, que já acumula oito mortes e mais de 180 acidentes desde 2020. Especialistas e turistas apontam a falta de sinalização, demora nos resgates e ausência de equipamentos adequados como os principais fatores que tornam a trilha perigosa.
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