

Presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping durante encontro bilateral em Pequim para assinatura de acordos estratégicos entre Rússia e China. | Foto: Maxim Shemetov/Pool Photo via AP
20 de maio de 2026 – China e Rússia ampliaram nesta quarta-feira (20) a parceria estratégica entre os dois países durante encontro realizado no Grande Salão do Povo, em Pequim. Os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping assinaram uma declaração conjunta e formalizaram 20 acordos bilaterais voltados para áreas como energia, tecnologia, comércio, inteligência artificial e inovação.
A reunião reforçou a aproximação política e econômica entre Moscou e Pequim em meio ao atual cenário geopolítico internacional, marcado pela guerra na Ucrânia, pelas tensões no Oriente Médio e pela disputa de influência entre grandes potências.
Durante o encontro, Xi Jinping e Vladimir Putin defenderam a estabilidade global e destacaram a necessidade de reduzir os impactos dos conflitos internacionais sobre o comércio e o fornecimento de energia.
“O fim precoce do conflito ajudará a reduzir as interrupções na estabilidade do fornecimento de energia, no fluxo suave das cadeias industriais e de suprimentos e na ordem do comércio internacional”, declarou Xi Jinping, segundo a imprensa estatal chinesa.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Os dois líderes afirmaram que manterão “rigorosa comunicação estratégica” e ampliarão a cooperação em setores considerados prioritários, como energia renovável, petróleo, gás natural e inteligência artificial.
Putin chamou Xi Jinping de “querido amigo” e classificou a parceria entre Rússia e China como um dos principais fatores de estabilidade internacional. Segundo dados preliminares divulgados durante o encontro, as exportações de petróleo russo para a China cresceram 35% no primeiro trimestre de 2026.
Além dos acordos comerciais, Pequim prorrogou até 31 de dezembro de 2027 a política de isenção de vistos para cidadãos russos.
Com as sanções impostas pelos países ocidentais desde a invasão da Ucrânia em 2022, a China se consolidou como principal parceira comercial da Rússia e maior compradora de petróleo e gás natural russos.
Oficialmente, Pequim mantém posição de neutralidade sobre a guerra, mas analistas internacionais apontam que a China continua ampliando relações militares e comerciais com Moscou.
Especialistas também avaliam que Xi Jinping busca fortalecer a posição chinesa como potência mediadora global. O encontro com Putin ocorreu poucos dias após a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à capital chinesa.
Segundo Patricia Kim, pesquisadora do Brookings Institution, “a relação entre Xi e Putin não exige este tipo de gesto de apaziguamento”.
Analistas apontam que a Rússia tenta garantir que a aproximação entre China e Estados Unidos não prejudique os interesses do Kremlin. Já Pequim busca preservar a parceria estratégica com Moscou sem comprometer relações econômicas com países ocidentais.
“Pode não ser do interesse da China ver a guerra na Ucrânia continuar”, afirmou Claus Soong, do Instituto Mercator para Estudos da China (Merics), à DW.
“Mas seria um risco maior para Pequim ver um regime entrar em colapso”, acrescentou o especialista.
A visita de Putin à China reforça um relacionamento que se aprofundou desde o início da guerra na Ucrânia. Desde 2022, o presidente russo realiza viagens anuais a Pequim para encontros com Xi Jinping.
Leia também | PEC da 6×1 trava em transição e compensações
Tags: China, Rússia, Vladimir Putin, Xi Jinping, acordos China Rússia, guerra na Ucrânia, geopolítica mundial, Oriente Médio, petróleo russo, energia renovável, inteligência artificial, comércio internacional, Donald Trump, Pequim, Kremlin, sanções internacionais, relações internacionais, economia global, Portal Terra da Luz