

O pastor Silas Malafaia discursa em ato de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Avenida Paulista, em São Paulo | Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo
20 de agosto de 2025 – O pastor Silas Malafaia prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (20) após ser alvo de busca e apreensão no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a PF, Malafaia é investigado por coação no curso do processo, supostamente atuando para influenciar autoridades envolvidas na ação penal contra Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiou a medida, destacando que o pastor teria funcionado como orientador de ações de coação e obstrução atribuídas a Eduardo Bolsonaro e ao próprio ex-presidente.
Após prestar depoimento, Malafaia foi recebido por apoiadores e voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de “criminoso” e acusando-o de instaurar um “crime de opinião” no Brasil.
“Estamos diante de um criminoso chamado Alexandre de Moraes, que venho denunciando há quatro anos em mais de 50 vídeos. Ele quer impor censura e silenciar vozes da oposição”, disse Malafaia.
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O pastor negou ter orientado Eduardo Bolsonaro em ações contra autoridades, classificando as acusações como “vazamentos ilegais” da PF. Ele afirmou que não se calará diante das decisões judiciais:
“Vai ter que me prender para me calar”, declarou Malafaia, em tom de desafio ao STF.
Além da apreensão de celulares, Moraes impôs medidas cautelares contra o pastor, entre elas:
A abordagem aconteceu logo após o desembarque de Malafaia de um voo vindo de Lisboa. Ele foi conduzido pelos agentes para prestar depoimento ainda no aeroporto.
O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que há indícios de que Malafaia atuava como aliado estratégico de Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, buscando interferir no andamento da Ação Penal 2668, que investiga a tentativa de golpe de Estado.
Segundo o parecer, “impõe-se concluir que estão associados no propósito comum de interferir ilicitamente no curso e no desfecho da ação penal”.
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Tags: Silas Malafaia, Alexandre de Moraes, STF, Polícia Federal, Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, golpe de Estado, PGR, liberdade de expressão, busca e apreensão