

Polícia aponta Complexos como base estratégica do Comando Vermelho | Foto: José Lucena/TheNews2/Estadão Conteúdo
01 de novembro de 2025 – Após a megaoperação policial no Rio de Janeiro na última terça-feira (28), a Polícia Civil revelou que os Complexos do Alemão e da Penha funcionam como verdadeiros quartéis-generais (QG) do Comando Vermelho (CV). Segundo o levantamento apresentado nesta sexta (31), as comunidades distribuem cerca de 10 toneladas de drogas por mês e também negociam 50 fuzis mensalmente.
A investigação aponta que essas regiões não são apenas pontos de venda, mas também centros de comando, decisão e treinamento tático, onde criminosos recebem instruções sobre armamentos, explosivos e estratégias de combate.
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De acordo com os investigadores, os Complexos do Alemão e da Penha servem como polos de abastecimento de drogas e armas para ao menos 24 comunidades controladas pelo Comando Vermelho. Entre elas estão Rocinha, Maré, Jacarezinho, Lins e o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.
Durante a operação — considerada a mais letal da história do estado, com 121 mortes confirmadas — a polícia apreendeu 100 fuzis, reforçando o alerta sobre o poderio bélico da facção.
O relatório da Polícia Civil indica que o Comando Vermelho vem ampliando seu arsenal de guerra, utilizando armas de fabricação europeia, drones de ataque e uniformes camuflados.
Entre os 91 fuzis apreendidos, há modelos G3, AK-47 e FAL, de calibres 5.56 e 7.62, originários de países como Venezuela, Argentina, Peru e Brasil.
Grande parte dessas armas chega ao Brasil por rotas do Paraguai, muitas vezes sendo desmontadas e remontadas com peças compradas legalmente pela internet.
Segundo o ex-capitão do Bope Paulo Storani, o grupo criminoso agora tem acesso a equipamentos sofisticados que antes eram restritos às forças armadas.
Durante a megaoperação, integrantes do CV usaram drones para lançar granadas contra policiais e monitorar a movimentação das equipes.
De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Carlos “Gardenal”, um dos líderes da facção, era o responsável por coordenar a compra e operação desses equipamentos.
Mensagens interceptadas mostram a intenção do grupo de investir em drones de alta tecnologia, com função de vigilância noturna e ataque aéreo, em uma clara modernização do crime organizado.
“A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?”, afirmou Gardenal em uma das conversas.
Especialistas alertam para a escalada bélica no Rio de Janeiro e o aumento da sofisticação das facções criminosas. As forças de segurança reforçam a necessidade de cooperação internacional para conter o tráfico de armas e drogas, especialmente diante da capacidade de reorganização e financiamento das principais quadrilhas do estado.
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