

O evento contou com a presença de líderes e as pautas do grupo liderado pelo ex-presidente Bolsonaro foram defendidas | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
30 de junho de 2025 – Com o lema “Justiça Já”, uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro reuniu aproximadamente 12,4 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo (29). O ato teve como foco o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
Organizado pelo pastor Silas Malafaia, o protesto contou com a presença de Bolsonaro, além dos governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Jorginho Mello (SC). Os líderes discursaram em um carro de som montado próximo ao Parque Trianon, entre a Rua Peixoto Gomide e o MASP.
Os participantes exibiram faixas pedindo anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, além de críticas ao decreto do IOF, ao STF e às fraudes no INSS investigadas pela Polícia Federal. Havia também bandeiras de apoio a Israel e aos Estados Unidos.
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Em discurso, Bolsonaro conclamou os apoiadores a eleger 50% do Congresso Nacional em 2026 para mudar o rumo do país. Também voltou a pedir anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. “Liberdade para os inocentes do 8 de janeiro. A anistia é um remédio previsto na Constituição”, disse.
Silas Malafaia atacou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “ditador”, e questionou a validade das delações de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Já o governador Tarcísio de Freitas disse que “o Brasil não aguenta mais” e defendeu a volta de Bolsonaro ao poder, embora ele esteja inelegível até 2030.
O ato ocorre dias após o ministro Alexandre de Moraes abrir prazo para alegações finais no processo que investiga a tentativa de golpe. A Procuradoria-Geral da República (PGR), o delator Mauro Cid e os outros sete réus têm 15 dias, cada um, para apresentar suas manifestações antes do julgamento.
Bolsonaro e os demais acusados respondem por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e deterioração de patrimônio tombado. As penas podem ultrapassar 40 anos de prisão.
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