

A iniciativa chama atenção para doenças como os cânceres do colo do útero, endométrio, ovário, vagina e vulva. | Foto: reprodução
11 de setembro de 2026 – O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro em Flor, movimento de conscientização sobre os cânceres ginecológicos e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A iniciativa chama atenção para doenças como os cânceres do colo do útero, endométrio, ovário, vagina e vulva.
Para o professor e ginecologista Dr. Juvenal Linhares, da Universidade Federal do Ceará (UFC), a campanha reforça a necessidade de um acompanhamento individualizado e de decisões relacionadas à saúde fundamentadas em evidências científicas.
“Procure cuidado médico ético, individualizado e baseado em evidências”, orienta o especialista.
O médico também chama atenção para a crescente oferta, principalmente nas redes sociais, de protocolos que prometem rejuvenescimento, melhora da performance e até “juventude eterna”. Segundo Juvenal, é importante que as mulheres tenham cautela diante de tratamentos que não apresentam respaldo científico.
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No caso do câncer do colo do útero, a vacinação contra o HPV está entre as principais formas de prevenção e deve ser associada ao rastreamento adequado.

As novas diretrizes brasileiras estabeleceram o teste molecular para identificação do DNA do HPV oncogênico como método primário de rastreamento. A implementação ocorre de forma progressiva no país.
Nos locais onde o teste molecular ainda não está disponível, o exame Papanicolau continua sendo utilizado para o rastreamento.
Para cânceres como os de ovário e endométrio, não há recomendação de rastreamento populacional de rotina para mulheres que não apresentam sintomas. Por isso, o acompanhamento médico e a atenção a alterações persistentes no organismo são importantes.
Entre os sinais que devem ser investigados estão sangramento vaginal fora do período menstrual, após relações sexuais ou depois da menopausa. Corrimento acompanhado de sangue ou com odor diferente e dor pélvica também merecem avaliação médica.
No caso do câncer de ovário, alguns sintomas podem incluir inchaço abdominal persistente, dor abdominal ou pélvica, perda de apetite ou de peso e alterações intestinais ou urinárias.
A persistência desses sinais deve ser considerada um alerta para buscar avaliação profissional.
Além da prevenção e do diagnóstico precoce, a campanha Setembro em Flor reforça a importância de combater a desinformação relacionada à saúde feminina.
“Medicina séria oferece cuidado ético, individualizado e baseado em evidências”, reforça Juvenal.
O professor e pesquisador é integrante da Pós-Graduação da UFC em Sobral, doutor em Ginecologia e especialista em Ginecologia Minimamente Invasiva, Endometriose e Cirurgia Robótica. Ele também é diretor das clínicas Cliza e Fertiliza, em Sobral (CE).
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