
O imunizante, que já era utilizado em outras faixas etárias, passa a poder ser administrado também em bebês para prevenir a doença meningocócica invasiva causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis. | Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
09 de setembro de 2026 — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação da indicação da vacina MenQuadfi para crianças a partir de seis semanas de vida. O imunizante, que já era utilizado em outras faixas etárias, passa a poder ser administrado também em bebês para prevenir a doença meningocócica invasiva causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.
A vacina é do tipo meningocócica conjugada e administrada por via intramuscular. A ampliação da indicação inclui um dos grupos mais vulneráveis às formas graves da doença.
Segundo a Anvisa, a decisão foi baseada em estudos clínicos que avaliaram a segurança do imunizante em cerca de 6 mil bebês entre seis semanas e menos de 12 meses de idade, que receberam pelo menos uma dose da vacina em diferentes esquemas de vacinação.
Também foram analisados dados de pouco mais de 5 mil crianças que receberam uma dose de reforço a partir dos 12 meses.
De acordo com a agência reguladora, os resultados apresentaram um perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas, sem a identificação de novas preocupações relevantes relacionadas ao produto.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
A Neisseria meningitidis é uma bactéria que pode colonizar o sistema respiratório superior e ser transmitida por meio de gotículas de secreções respiratórias. Embora muitas pessoas permaneçam assintomáticas, em alguns casos a bactéria pode invadir a corrente sanguínea e provocar a doença meningocócica invasiva.
A infecção é considerada grave e pode apresentar evolução rápida, inclusive com risco de morte mesmo quando o paciente recebe tratamento adequado.
Segundo informações da Anvisa, a doença apresenta letalidade de aproximadamente 10%, enquanto entre 10% e 20% dos sobreviventes podem desenvolver sequelas permanentes e incapacitantes.
Bebês e crianças pequenas, especialmente no primeiro ano de vida, estão entre os grupos mais suscetíveis às complicações graves.
Além da ampliação da indicação da MenQuadfi, a Anvisa aprovou o registro do Voraxaze (glucarpidase), medicamento destinado a reduzir rapidamente concentrações tóxicas de metotrexato em pacientes com insuficiência renal aguda ou atraso na eliminação da substância pelo organismo.
O medicamento foi autorizado para uso em adultos e crianças com mais de 28 dias de vida.
O metotrexato é um imunossupressor utilizado em altas doses no tratamento de alguns tipos de câncer. Quando há comprometimento da função renal ou atraso na eliminação do medicamento, a substância pode se acumular no organismo e provocar toxicidade grave.
O glucarpidase é uma enzima recombinante que quebra o metotrexato e reduz sua concentração no sangue, independentemente do funcionamento dos rins. Dessa forma, o medicamento possibilita a eliminação da substância por uma via alternativa à renal e representa uma opção terapêutica para pacientes que apresentam níveis tóxicos do quimioterápico.
A ampliação da indicação da MenQuadfi pela Anvisa permite que o imunizante seja utilizado em bebês a partir de seis semanas de vida, conforme indicação médica e esquema vacinal aprovado para a vacina.
A decisão da agência reguladora, no entanto, não significa, por si só, uma alteração automática do calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A incorporação de vacinas ao programa público depende das decisões e protocolos definidos pelas autoridades de saúde responsáveis pela política nacional de imunização.
Leia também| Escolas confessionais devem respeitar liberdade religiosa
Tags: Anvisa, vacina contra meningite, MenQuadfi, meningite, doença meningocócica, vacinação, bebês, saúde, Neisseria meningitidis, Voraxaze, glucarpidase, metotrexato, SUS, saúde pública, Portal Terra da Luz