

Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões para os Correios na proposta de orçamento de 2027 | Foto: Jornal Nacional/ reprodução
30 de agosto de 2026 – O governo federal deve incluir um aporte de R$ 6 bilhões para os Correios na Proposta de Lei Orçamentária (PLOA) de 2027.
A informação foi confirmada pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, ao g1.
O projeto do orçamento será enviado ao Congresso Nacional na próxima segunda-feira (31).
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Um aporte do governo nos Correios significa que a União, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, repassará recursos para a empresa.
Apesar de confirmar a previsão do novo aporte, o ministro não detalhou como a operação será realizada.
A inclusão do valor na PLOA de 2027 ocorre em meio à crise econômico-financeira enfrentada pela estatal.
Os Correios acumulam prejuízos nos últimos três anos, em um cenário marcado por queda de receitas e aumento de despesas.
A empresa enfrenta uma crise considerada sem precedentes, com dificuldades para equilibrar o caixa e manter a sustentabilidade financeira das operações.
A estatal registrou prejuízo de R$ 3 bilhões apenas nos primeiros três meses de 2026.
Em dezembro passado, os Correios assinaram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país.
A operação teve como objetivo reforçar o caixa da estatal em meio à crise financeira.
O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União.
Na prática, isso significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.
O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional e integra o plano de reestruturação dos Correios.
Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso a estatal fique inadimplente.
Ou seja, se os Correios não pagarem a dívida, a União poderá ser acionada como garantidora da operação.
Essa garantia funciona como proteção adicional para os bancos participantes do financiamento.
Também no ano passado, os Correios anunciaram um plano de reestruturação para tentar conter a crise.
Entre as medidas estão corte de custos, Programa de Demissão Voluntária (PDV), venda de imóveis ociosos e renegociação de contratos.
A estatal também informou ações como redução da jornada de trabalho, mudanças nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e lançamento de um marketplace próprio.
A previsão de novo aporte reforça o tamanho do desafio financeiro enfrentado pelos Correios.
A empresa busca reorganizar suas contas, recuperar receitas e reduzir despesas em um ambiente de forte pressão sobre o caixa.
A definição sobre o repasse ainda dependerá da tramitação da proposta orçamentária no Congresso Nacional.
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