

Lei sancionada pelo governo permite redução de tributos federais sobre combustíveis em meio a impactos no mercado internacional de energia | Foto: José Cruz/Agência Brasil
29 de agosto de 2026 – A Presidência da República sancionou a Lei Complementar nº 235, de 27 de agosto de 2026, que estabelece regras para a redução de alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a comercialização dos principais combustíveis.
O texto foi aprovado no início do mês pelo Senado, após ter passado pela Câmara dos Deputados.
A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (28).
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A legislação permite que o governo federal reduza tributos incidentes sobre combustíveis em situações específicas.
A concessão de renúncias de receita tem como objetivo diminuir impactos econômicos no mercado internacional de energia decorrentes do conflito no Oriente Médio.
O texto prevê que eventual redução de tributos sobre combustíveis seja compensada por receitas extraordinárias obtidas pela União em razão da valorização do petróleo no mercado internacional.
Pela nova regra, a União poderá usar ganhos adicionais provocados pela alta do petróleo para compensar perdas de arrecadação decorrentes da redução de tributos.
A medida busca criar um mecanismo de equilíbrio fiscal em meio a oscilações do mercado internacional de energia.
Na prática, a lei dá ao governo instrumentos para agir sobre a carga tributária dos combustíveis sem desconsiderar os impactos nas contas públicas.
Além da questão dos combustíveis, a lei cria condições para benefícios tributários destinados à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
O texto também contempla o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes.
A medida busca estimular setores considerados estratégicos para o país, especialmente em áreas ligadas à segurança energética, produção industrial, abastecimento agrícola e competitividade econômica.
Os minerais críticos e estratégicos são considerados essenciais para cadeias produtivas de alto valor, incluindo tecnologia, energia, indústria e transição energética.
Já os fertilizantes têm papel central na produção agropecuária brasileira, com impacto direto sobre custos, produtividade e segurança alimentar.
Ao prever condições para benefícios tributários, a nova lei amplia a possibilidade de incentivo a setores considerados prioritários para o desenvolvimento nacional.
A Lei Complementar nº 235 também prevê tratamento tributário específico para iniciativas ligadas à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027.
A medida abre espaço para regras próprias voltadas a atividades relacionadas ao evento esportivo.
O objetivo é permitir adequações tributárias necessárias à organização e execução de ações vinculadas à competição.
A sanção ocorre em um cenário de atenção aos efeitos de conflitos internacionais sobre o mercado de energia.
Oscilações no preço do petróleo podem pressionar custos de combustíveis, transporte, produção e consumo.
Com a nova lei, o governo passa a contar com uma base legal para adotar medidas tributárias voltadas à redução desses impactos, caso considere necessário.
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