

A Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolverá o jogo digital Ecos da Democracia, que utilizará uma viagem no tempo para abordar a história do Senado, a democracia brasileira, a cidadania e a participação política. | Foto: divulgação As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília, com 100 metros - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
22 de agosto de 2026 – A Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Instituto UFC Virtual, desenvolverá o jogo digital Ecos da Democracia, projeto selecionado no edital Desafio de Inovação – Senado em Jogo Digital, promovido pelo Núcleo de Apoio à Inovação do Senado Federal.
A iniciativa será executada por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre a UFC e o Senado. O projeto terá duração prevista de 20 meses, investimento de R$ 562.391,40 e deverá ser concluído no primeiro semestre de 2028.
A proposta é utilizar uma experiência interativa para apresentar conteúdos relacionados à história do Senado Federal, à democracia brasileira, à cidadania e à participação popular na vida política do país.
Voltado principalmente para estudantes do ensino médio, o jogo será desenvolvido em formato multiplataforma, com possibilidade de utilização em computadores e dispositivos móveis.
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A narrativa de Ecos da Democracia será construída a partir de uma viagem no tempo por diferentes períodos da história brasileira. A aventura terá como referências os anos de 1946 e 1988, além de um futuro imaginado em 3040.
Na história, acontecimentos do futuro provocam alterações na linha do tempo. O jogador deverá interagir com personagens de diferentes períodos históricos para investigar situações, reunir pistas, inspecionar objetos, combinar itens e solucionar quebra-cabeças.
O objetivo será identificar as inconsistências provocadas pelas alterações temporais e restabelecer a linha do tempo.
Ao todo, serão quatro missões organizadas de forma progressiva. Para avançar na aventura, o jogador precisará conhecer informações sobre a história do Senado e da democracia brasileira.
A dinâmica pretende combinar conteúdos históricos, curiosidades e informações sobre o funcionamento e a trajetória do Senado com atividades de exploração e resolução de problemas.
A acessibilidade digital será outro eixo do desenvolvimento do jogo. A equipe pretende incorporar soluções que ampliem as possibilidades de acesso por pessoas com deficiência, considerando esses requisitos desde a etapa de desenvolvimento até os testes da ferramenta.
O projeto também utilizará ferramentas de software livre e código aberto. A escolha busca contribuir para o uso eficiente dos recursos e permitir a customização das tecnologias empregadas na produção do jogo.
A iniciativa também está relacionada às discussões sobre autonomia tecnológica e soberania digital.
Além da UFC, participam do projeto pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).
A equipe conta atualmente com 17 integrantes, entre docentes, técnicos-administrativos e estudantes. Pela UFC, participam servidores vinculados ao Instituto UFC Virtual e ao curso de Sistemas e Mídias Digitais (SMD).
Também integram a equipe estudantes bolsistas de áreas como programação, game design, ilustração, acessibilidade e audiovisual.
Após a conclusão do desenvolvimento, está prevista a realização de um seminário aberto ao público para apresentar os resultados e os aprendizados obtidos durante a execução do projeto.
Além da criação do jogo, a iniciativa pretende contribuir para o debate sobre o uso de games na educação, acessibilidade digital, desenvolvimento tecnológico e utilização de ferramentas de código aberto em projetos acadêmicos.
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