

Mercado financeiro encerrou julho com queda acumulada do dólar, valorização da Bolsa brasileira e forte alta do petróleo diante das tensões no Oriente Médio | Foto: REUTERS/Cheryl Ravelo
01 de agosto de 2026 – O mercado financeiro brasileiro encerrou julho com resultados distintos para seus principais indicadores. Enquanto o dólar registrou leve alta na última sessão do mês, acumulou queda de 1,82% no período. Já a Bolsa de Valores brasileira fechou julho em alta de 3,47%, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de perdas. No cenário internacional, o petróleo registrou forte valorização, impulsionado pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O dólar à vista encerrou a sexta-feira (31) cotado a R$ 5,069, avanço de 0,13% em relação ao fechamento anterior.
Segundo o balanço do mercado, a valorização diária refletiu a maior procura dos investidores por ativos considerados seguros, em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e ao fortalecimento da moeda norte-americana no exterior.
O movimento também ocorreu após a definição da Ptax, taxa de referência utilizada para corrigir parte da dívida pública indexada ao dólar e as reservas internacionais.
Apesar da alta registrada no último pregão do mês, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,82% em julho e recuo de 7,73% no acumulado de 2026.
Entre os fatores que favoreceram o desempenho do real durante o mês estão a valorização internacional do petróleo, o ingresso de capital estrangeiro no país e o diferencial dos juros brasileiros, que continua atraindo investidores para operações de carry trade.
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou a sexta-feira aos 177.999 pontos, com valorização de 0,47% no dia.
No acumulado da semana, o indicador avançou 2,27%. Em julho, a alta foi de 3,47%, interrompendo quatro meses seguidos de perdas.
No acumulado de 2026, o índice registra valorização de 10,47%.
Mesmo com um problema técnico que atrasou em mais de duas horas a abertura dos mercados de ações e juros, a Bolsa recuperou o ritmo das negociações durante a tarde.
Segundo a B3, a ocorrência teve origem em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação, sem qualquer indício de ataque cibernético.
O petróleo também encerrou julho em alta.
O barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 87,93, com avanço de 1,21% no dia e valorização acumulada de 23,5% no mês.
Já o WTI, referência do mercado norte-americano, encerrou a sessão a US$ 84,67, alta de 1,29% no dia e de 21,8% em julho.
O desempenho foi impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Durante a sexta-feira, autoridades iranianas informaram a interceptação de navios-tanque no Estreito de Ormuz e novos ataques contra instalações militares norte-americanas na região. O mercado também acompanhou possíveis restrições ao transporte de petróleo e aguardou a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), responsável por discutir os níveis de produção da commodity.
Ao final de julho, os principais números do mercado financeiro ficaram assim:
Leia também | Mendonça autoriza inquéritos sobre Lulinha
Tags: Mercado financeiro, dólar, Ibovespa, Bolsa de Valores, petróleo Brent, petróleo WTI, guerra no Oriente Médio, Estados Unidos, Irã, Estreito de Ormuz, economia brasileira, câmbio, investimentos, B3, juros, carry trade, Opep, mercado internacional, Portal Terra Da Luz