
Empresa PAX afirma que tecnologia de inteligência artificial segue em operação e esclarece atuação em projetos de segurança pública. | Foto: divulgação
17 de julho de 2026 – A empresa brasileira de inteligência artificial PAX divulgou nota de esclarecimento sobre sua atuação em projetos voltados à segurança pública, após questionamentos envolvendo o uso da tecnologia no Ceará. A companhia afirma que não há qualquer decisão judicial que suspenda suas operações e destaca que os sistemas seguem em funcionamento em diferentes estados brasileiros.
Segundo a empresa, a tecnologia desenvolvida para apoio às forças de segurança já está presente em mais de 50 cidades de três estados e teria contribuído para a resolução de mais de 2.500 casos neste ano.
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Na nota, a PAX informa que as denúncias apresentadas contra contratos envolvendo sua tecnologia tiveram origem no contexto eleitoral e foram protocoladas por representantes de partidos políticos.
A empresa afirma que, até o momento, não existe decisão que tenha determinado a paralisação de suas atividades.
Ao abordar os questionamentos relacionados aos estados onde atua, a empresa detalhou a situação de cada processo.
Em São Paulo, a PAX informa que o Ministério Público arquivou o pedido de investigação referente ao contrato firmado com a Prodesp.
Segundo a nota, o arquivamento ocorreu sob o entendimento de que a apuração não poderia prosseguir por não estar:
“amparada em elementos concretos e minimamente consistentes, não sendo admissível a continuidade de apuração fundada exclusivamente em conjecturas ou em divergências interpretativas desacompanhadas de indícios objetivos de ilicitude, hipótese observada nos presentes autos.”
Em Goiás, a empresa informa que uma liminar que suspendia a expansão do programa IA Contra o Crime foi posteriormente cassada pelo Tribunal de Justiça do Estado, permitindo a continuidade da iniciativa.
Já no Paraná, a companhia esclarece que a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) refere-se a um pregão específico do programa Olho Vivo, procedimento do qual afirma não ter participado.
Segundo a empresa, o uso de sua tecnologia permanece ativo no programa.
Sobre a utilização da tecnologia durante a Expocrato, a PAX afirma que sua participação está amparada por um acordo de cooperação firmado com o poder público.
De acordo com a empresa, a iniciativa funciona como um teste de campo para avaliar o emprego da inteligência artificial em apoio às ações de segurança pública no Ceará.
“Quanto à Expocrato, a participação da empresa no evento está respaldada por acordo de cooperação e ocorre dentro de parâmetros já utilizados pela Administração Pública, servindo como um teste de campo para avaliar o uso desta tecnologia em apoio à segurança pública no Ceará.”
A empresa acrescenta que o objetivo da tecnologia é apoiar as forças policiais na resolução de crimes e na ampliação da eficiência das investigações.
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