

Investigação sobre o roubo milionário ao Museu do Louvre continua, enquanto as joias avaliadas em mais de R$ 520 milhões permanecem desaparecidas. | Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters
12 de julho de 2026 – Dois homens presos por suspeita de participação no roubo de joias do Museu do Louvre, em Paris, afirmaram à polícia francesa que receberiam entre 15 mil e 25 mil euros pela participação na ação criminosa. As declarações foram reveladas pelo jornal francês Le Monde, que teve acesso aos depoimentos prestados pelos investigados durante o mês de junho.
Segundo a publicação, os suspeitos também relataram que o roubo teria sido organizado por um mentor, cuja identidade ainda não foi descoberta pelas autoridades. Apesar dos depoimentos, os investigadores mantêm cautela sobre essa versão, já que, até o momento, não foram encontrados registros de comunicação entre os presos e um possível articulador do crime.
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O assalto ocorreu em 19 de outubro de 2025 e chamou a atenção pela rapidez da execução. Conforme a investigação, dois homens estacionaram um veículo nas proximidades do Museu do Louvre, utilizaram uma escada para acessar o segundo andar do edifício, quebraram uma janela, arrombaram vitrines com esmerilhadeiras e fugiram na garupa de scooters.
Toda a operação foi concluída em menos de sete minutos.
As joias levadas do museu são avaliadas em aproximadamente US$ 102 milhões, o equivalente a mais de R$ 521 milhões. Até o momento, as peças continuam desaparecidas.
Os presos foram identificados como Abdoulaye N., de 40 anos, e Ghelamallah A., de 36 anos. Ambos moravam na região norte de Paris e foram detidos pouco mais de uma semana após o crime. Eles respondem por roubo e associação criminosa.
Nos depoimentos, os investigados afirmaram que não sabem onde estão as joias roubadas. Um deles declarou apenas que as peças seriam vendidas fora da França.
Os interrogatórios ocorreram nos dias 2 e 22 de junho.
De acordo com o Le Monde, os suspeitos disseram que foram procurados pelo suposto mentor dois ou três dias antes da invasão ao museu. O valor combinado variava entre 15 mil e 25 mil euros, conforme a quantidade e o valor dos objetos roubados.
Eles também afirmaram que outros dois homens participaram da ação, mas optaram por não revelar suas identidades por receio de represálias.
Abdoulaye admitiu ainda que deixou cair uma das coroas durante a fuga. Segundo o suspeito, o mentor teria ficado insatisfeito com o ocorrido e esperava que mais peças fossem levadas do Louvre.
Apesar dessas declarações, a polícia francesa segue investigando o caso sem confirmar oficialmente a existência de um mandante.
Além da dupla, outras duas pessoas permanecem presas preventivamente por suspeita de envolvimento no roubo.
Considerado o museu mais visitado do mundo, o Louvre reúne mais de 33 mil obras em seu acervo, entre esculturas, antiguidades e pinturas. Entre elas está a famosa Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.
A invasão ocorreu por volta das 9h30, cerca de 30 minutos após a abertura do museu ao público.
Na época do crime, o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou que as joias possuem “valor inestimável” e representam um “verdadeiro patrimônio”.
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