

Polícia Federal realizou buscas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, durante investigação relacionada à localização de armas de fogo. | Foto: Reuters/Diego Herculano
08 de julho de 2026 – A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada no bairro Jardim Botânico, em Brasília. A ação teve como objetivo localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro vinculados ao ex-chefe do Executivo.
Segundo a defesa de Bolsonaro, os agentes cumpriram o mandado de busca, mas nenhum armamento ou material relacionado foi encontrado no imóvel.
Ainda de acordo com os advogados, a medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal confirmou a realização da diligência, mas não divulgou detalhes sobre a operação ou o resultado das buscas.
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De acordo com interlocutores da Polícia Federal, a ação foi rápida e durou menos de uma hora. Os agentes realizaram as buscas na residência do ex-presidente e deixaram o local sem divulgar informações adicionais.
Jair Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março deste ano, ele está em prisão domiciliar humanitária, medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes para tratamento de uma broncopneumonia.
Inicialmente concedida por 90 dias, a prisão domiciliar foi posteriormente prorrogada.
No último 3 de julho, Alexandre de Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar e determinou a revogação do Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente.
Na mesma decisão, o ministro ordenou a apreensão imediata de todas as armas de fogo vinculadas ao registro de Bolsonaro, considerando que sua atual condição judicial seria incompatível com a posse de armamentos.
Segundo a defesa, das 10 armas mencionadas na decisão, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto outras oito estariam armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Após a manifestação da defesa, Alexandre de Moraes determinou que o Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal no prazo de 48 horas e que a corporação confirmasse a situação das duas armas já recolhidas anteriormente.
Entretanto, no último domingo (6), o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que não estava com duas das oito armas citadas pela defesa. Segundo os militares, apenas seis armamentos foram efetivamente entregues à Polícia Federal.
O caso segue sendo acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal.
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Tags: Jair Bolsonaro, Polícia Federal, PF, Alexandre de Moraes, STF, Supremo Tribunal Federal, busca e apreensão, armas de fogo, CAC, prisão domiciliar, Brasília, Jardim Botânico, investigação, Exército Brasileiro, Portal Terra da Luz