

Instituto de Infectologia Emílio Ribas acompanhou paciente que teve suspeita de ebola descartada após exames laboratoriais. | Foto: Kenny Katombe
13 de junho de 2026 – O Governo de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de ebola que estava sob investigação na capital paulista. A paciente, uma brasileira de 31 anos, permanece internada no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde recebe tratamento para gastroenterocolite aguda e apresenta evolução clínica favorável.
Os exames que afastaram a suspeita da doença foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, referência em análises laboratoriais no estado.
A mulher havia retornado recentemente de uma viagem à República Democrática do Congo (RDC), país que enfrenta atualmente um surto da doença, o que motivou a adoção dos protocolos de vigilância epidemiológica.
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Segundo a diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, Adriana Bugno, foram necessárias duas análises laboratoriais para concluir o diagnóstico com segurança.
“Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Nessa situação, o protocolo prevê uma nova coleta após esse período. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso”, explicou Adriana Bugno, em nota à imprensa.
A paciente segue em observação médica, mas não apresenta sinais da infecção causada pelo vírus Ebola.
O primeiro caso suspeito investigado em São Paulo também já havia sido descartado no último dia 1º de junho. Tratava-se de um homem de 37 anos que igualmente retornou recentemente da República Democrática do Congo.
De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP), os dois pacientes foram enquadrados como casos suspeitos devido ao histórico recente de viagem para áreas com transmissão ativa da doença e à presença de sintomas compatíveis.
Os casos foram comunicados ao Ministério da Saúde, seguindo os protocolos nacionais de monitoramento.
“Casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez, mesmo quando o risco de introdução da doença é muito baixo. Isso permite adotar as medidas de assistência e biossegurança desde o primeiro atendimento e concluir o diagnóstico de forma segura”, afirmou à imprensa Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde.
A República Democrática do Congo enfrenta atualmente um surto de ebola que preocupa autoridades sanitárias internacionais.
Segundo dados divulgados por agências internacionais, o país já registra mais de 689 casos confirmados da doença e 139 mortes relacionadas à infecção.
Informações da agência Reuters apontam que 17 novos casos foram registrados nas últimas 24 horas, todos na província de Ituri, região onde os primeiros diagnósticos foram identificados.
Apesar do cenário no país africano, as autoridades brasileiras reforçam que o risco de introdução da doença no Brasil permanece considerado muito baixo, graças aos sistemas de vigilância e monitoramento em funcionamento.
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