

Ministro Dario Durigan afirma que governo deve anunciar até o fim do mês uma nova versão do Desenrola voltada para adimplentes | Foto: REUTERS/Adriano Machado
13 de junho de 2026 – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal pretende anunciar até o fim do mês uma nova versão do Desenrola voltada para pessoas adimplentes. A declaração foi dada nesta sexta-feira (12/06), durante entrevista ao programa Alô, Alô, Brasil, da Rádio Nacional.
Segundo Durigan, o chamado Novo Desenrola deve alcançar cerca de 10 milhões de endividados até o fim de junho. A proposta é oferecer apoio a pessoas que mantêm pagamentos em dia, seja em contratos de crédito bancário ou em programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
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O ministro afirmou que a iniciativa pretende valorizar os cidadãos que seguem honrando seus compromissos financeiros, mesmo diante de dificuldades no orçamento.
“Nós vamos anunciar ainda até o fim do mês o Desenrola para adimplentes, seja pelo Fies, para quem está adimplente no programa, seja para a pessoa que hoje tem uma operação de crédito nos bancos, paga essa operação e vai ganhar um reforço para seguir pagando. Porque o valor que eu prestigio aqui é o pagamento, é quem está pagando em dia”, afirmou Durigan.
A nova etapa do programa deve funcionar como uma medida de incentivo à manutenção da adimplência, com foco em evitar que pessoas que ainda conseguem pagar suas dívidas entrem em situação de inadimplência.
Na mesma entrevista, Dario Durigan também comentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, atualmente em tramitação no Senado.
O ministro disse estar confiante no avanço da proposta e afirmou que tem dialogado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que o tema avance no Legislativo.
“Eu acho que, organizando essa conversa com o presidente Davi Alcolumbre e com os outros senadores, o tema do fim da escala 6 por 1 — abrindo um dia a mais de descanso para os trabalhadores — pode avançar. Eu acredito muito nisso e tenho trabalhado e conversado com o presidente Davi para que isso ande e não fique prejudicado por outras questões menores”, disse.
A proposta tem ganhado espaço no debate público por envolver jornada de trabalho, qualidade de vida e produtividade.
Durigan também criticou o projeto de lei que trata da renegociação das dívidas rurais. Segundo ele, a medida pode trazer riscos ao setor ao limitar a oferta de crédito e criar um precedente considerado perigoso para o governo.
O ministro alertou que iniciativas de tabelamento de juros com custo para os cofres públicos podem estimular outros grupos a buscarem tratamentos semelhantes, ampliando o impacto fiscal.
“Eu sempre levo os argumentos que tenho, os melhores argumentos que recolho com a equipe e ouço do mercado, e os levo ao Congresso para tentar convencer os parlamentares e apontar os riscos”, afirmou sobre o diálogo com o Legislativo.
O ministro também afirmou ter visto manifestações de senadores reclamando do nível dos juros, mas lembrou que decisões aprovadas pelo próprio Congresso podem contribuir para pressionar esse cenário.
“Ontem mesmo eu vi postagens de senadores reclamando de taxa de juros, de problemas econômicos, mas foram os próprios senadores que aprovaram a medida de renegociação do agronegócio, que vai ter impacto nisso”, completou.
Para Durigan, o debate econômico exige responsabilidade fiscal e avaliação dos efeitos de cada proposta sobre crédito, juros e contas públicas.
As declarações do ministro ocorrem em meio a uma agenda de negociações entre governo e Congresso sobre programas sociais, crédito, endividamento, impacto fiscal e pautas econômicas consideradas sensíveis.
O Novo Desenrola para adimplentes deve ser apresentado como uma tentativa de ampliar o apoio financeiro a famílias e estudantes sem estimular o não pagamento de dívidas. Já temas como escala 6×1 e renegociação rural devem continuar em discussão no Congresso nas próximas semanas.
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