
Trabalhadores podem usar parte do saldo do FGTS para renegociar dívidas em atraso no Novo Desenrola Brasil | Foto: José Cruz/Agência Brasil
31 de maio de 2026 – Trabalhadores brasileiros já podem usar parte dos recursos disponíveis no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas em atraso com bancos e instituições financeiras por meio do Novo Desenrola Brasil.
A modalidade, também chamada de Desenrola 2.0, foi lançada pelo governo federal com o objetivo de ajudar trabalhadores formais a reorganizar as finanças e reduzir os índices de inadimplência no País. A expectativa é que o programa movimente até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
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A iniciativa é voltada a trabalhadores formais com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105 em 2026. Também é necessário que as dívidas tenham sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e estejam em atraso entre 91 e 720 dias, cerca de dois anos.
Entram na renegociação dívidas com cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Ao aderir ao programa, o trabalhador poderá usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortizar ou quitar débitos em atraso.
Contas ativas e inativas do FGTS poderão ser utilizadas. De acordo com as regras, as contas inativas terão prioridade no uso dos recursos.
O saldo do FGTS destinado à renegociação já pode ser consultado no aplicativo do FGTS, disponível para Android e iOS. Para acessar, o trabalhador deve fazer login com CPF e senha da plataforma Gov.br.
O Ministério da Fazenda, responsável pela coordenação do programa, informou que o uso do FGTS para renegociar dívidas suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até a recomposição do saldo.
O Novo Desenrola Brasil oferece condições diferenciadas para facilitar o pagamento parcial ou integral das dívidas. Entre as possibilidades estão desconto de até 90% sobre o valor original da dívida, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de parcelamento de 12 a 48 vezes e consolidação dos débitos em uma única operação.
A proposta é permitir que trabalhadores inadimplentes tenham acesso a uma renegociação mais acessível, com redução do valor devido e prazo maior para pagamento.
Para participar, o trabalhador deve primeiro autorizar, no aplicativo do FGTS, o acesso das instituições financeiras ao saldo disponível para pagamento das dívidas. Após essa autorização, deve procurar o banco ou a instituição financeira onde possui débitos e solicitar a adesão ao programa.
Os bancos poderão consultar o saldo disponível por até 90 dias. Não será necessário comparecer a uma agência da Caixa Econômica Federal para concluir a operação.
O prazo estimado para formalização online da renegociação é de até 30 dias após a consulta do saldo disponível. Depois da conclusão do acordo, as informações serão registradas na Caixa, responsável pela administração dos recursos do FGTS.
Em seguida, o banco oficial fará a transferência dos valores diretamente às instituições financeiras responsáveis pelos contratos renegociados.
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