

No último dia 17 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de Ebola na República Democrática do Congo como emergência de saúde pública de importância internacional. | Foto: Moses Sawasawa / AP
8 de maio de 2026 – Estados Unidos, México e Canadá anunciaram nesta quinta-feira (28) uma série de medidas de saúde pública voltadas ao controle de viajantes vindos de regiões africanas com maior risco de contágio pelo vírus Ebola. A iniciativa ocorre às vésperas da Copa do Mundo de 2026, sediada pelos três países da América do Norte.
Em comunicado conjunto, os governos afirmaram que a prioridade é garantir segurança sanitária para cidadãos e turistas durante a realização do torneio.
“A saúde e a segurança de todas as pessoas na região continuam sendo nossa maior prioridade, enquanto damos as boas-vindas ao mundo na América do Norte”, informaram os três países.
As autoridades não detalharam todas as medidas adotadas de forma conjunta.
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Na última semana, os Estados Unidos proibiram a entrada de cidadãos estrangeiros que tenham viajado recentemente para República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul.
Na sexta-feira (22), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) ampliou as restrições para portadores de green card que tenham estado nesses países nos 21 dias anteriores.
O Canadá também endureceu as regras sanitárias. O país suspendeu por 90 dias a entrada de residentes vindos da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul. Pessoas sem sintomas deverão cumprir quarentena obrigatória de 21 dias a partir de 30 de maio.
Já o México anunciou medidas reforçadas de triagem nos aeroportos e recomendou que seus cidadãos evitem viagens à República Democrática do Congo. Passageiros vindos da região também deverão cumprir isolamento preventivo de 21 dias.
O governo do presidente Donald Trump confirmou nesta quinta-feira (28) que negocia com o Quênia a criação de um centro de quarentena destinado a cidadãos americanos expostos ao vírus Ebola durante o surto registrado na República Democrática do Congo.
Segundo autoridades americanas ouvidas pela Reuters, os viajantes potencialmente contaminados seriam monitorados em território queniano antes de receber autorização para retornar aos Estados Unidos.
Durante reunião de gabinete na Casa Branca na quarta-feira (27), o secretário de Estado Marco Rubio reforçou o posicionamento do governo americano.
“Não podemos e não vamos permitir que nenhum caso de Ebola entre nos Estados Unidos”, declarou.
No último dia 17 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de Ebola na República Democrática do Congo como emergência de saúde pública de importância internacional.
Segundo a entidade, há elevado risco de disseminação da doença para países vizinhos da África.
O Ebola é uma doença viral grave, com alta taxa de mortalidade, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.
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