

Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, é investigado por suspeita de ligação com esquema milionário de lavagem de dinheiro do PCC. | Foto: Reprodução/Instagram
08 de maio de 2026 – A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, na manhã desta sexta-feira (8), a Operação Caronte, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
O principal alvo da ação é o influenciador digital Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, apontado pelas autoridades como integrante importante da facção criminosa. Segundo as investigações, empresas dos setores de transporte, rodeios e entretenimento teriam sido usadas para movimentar recursos de origem ilícita por meio de sócios considerados “laranjas”.
Eduardo Magrini já havia sido preso em outubro de 2025 durante uma investigação conduzida pelo Gaeco de Campinas. Na ocasião, ele foi apontado como suspeito de participação em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.
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As investigações apontam que o esquema de lavagem de dinheiro operava desde 2016 e teria se intensificado após análises fiscais e bancárias realizadas pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro (Lab-LD) e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo os investigadores, Eduardo Magrini utilizava empresas registradas em nome de terceiros para ocultar movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.
O filho do influenciador, Mateus Magrini, também é alvo das investigações. Ele é suspeito de movimentar recursos ilícitos por meio de uma empresa ligada ao ramo musical.
Mateus já havia sido citado na Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, mesma investigação que envolveu o cantor MC Ryan, ex-enteado de Eduardo Magrini, segundo os investigadores.
Para o Ministério Público, as relações familiares fortalecem a suspeita de atuação conjunta em práticas de lavagem de dinheiro.
A Operação Caronte cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.
A ação é coordenada pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), da 1ª DIG do Deic de Campinas, em conjunto com o Gaeco de Campinas.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias dos investigados, além do bloqueio de veículos e outros bens ligados aos suspeitos.
Antes da prisão, Eduardo Magrini utilizava as redes sociais para exibir carros de luxo, viagens, participação em rodeios e patrimônio milionário. O influenciador acumulava cerca de 105 mil seguidores em seus perfis digitais.
Segundo o Ministério Público, Magrini possui histórico criminal de aproximadamente 30 anos, com condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde 1998.
O nome da operação faz referência a Caronte, personagem da mitologia grega responsável por transportar almas ao submundo de Hades.
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