

Delegações de Estados Unidos e Irã encerram negociações sem acordo em Islamabad, aumentando tensões geopolíticas | Fotos: Jacquelyn Martin - Pool/Getty Images/PRIME MINISTER'S OFFICE HANDOUT VIA REUTERS
12 de abril de 2026 – As negociações entre Irã e Estados Unidos terminaram sem acordo neste domingo, após mais de 20 horas de reuniões em Islamabad. O resultado expôs o aprofundamento do impasse entre os dois países, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que Washington não conseguiu conquistar a confiança da delegação de Teerã durante as tratativas.
“Os EUA compreenderam a lógica e os princípios do Irã e agora é o momento de decidirem se podem ou não conquistar a nossa confiança”, declarou Qalibaf, ao destacar que o país apresentou propostas consideradas “propositivas” ao longo das negociações.
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O fracasso nas negociações ocorre em meio a divergências profundas sobre garantias relacionadas ao desenvolvimento de armas nucleares. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deixou o encontro após apontar resistência iraniana em aceitar termos considerados essenciais por Washington.
Segundo Vance, houve diálogo direto com o presidente Donald Trump durante as conversas, mas a falta de consenso inviabilizou qualquer acordo formal.
A posição americana foi reforçada após o encontro. Em Washington, Trump adotou um tom de indiferença ao comentar o resultado das negociações. De acordo com o presidente, “não faz diferença” a ausência de consenso, indicando que os Estados Unidos consideram ter vantagem estratégica no atual cenário.
O encontro no Paquistão foi visto como uma tentativa de reduzir tensões em meio a um cenário internacional delicado. No entanto, o desfecho sem acordo reforça a instabilidade geopolítica e levanta dúvidas sobre os próximos passos das relações entre os dois países.
Além da questão nuclear, o controle estratégico do Estreito de Ormuz segue como um dos pontos centrais de disputa, dada sua importância para o fluxo global de petróleo.
O cenário agora indica a possibilidade de novas rodadas de negociação, mas sem garantias de avanço no curto prazo, mantendo o clima de incerteza no cenário internacional.
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