

Laboratório de alta segurança da Unicamp após investigação sobre transporte irregular de amostras de vírus | Foto: reprodução/TV Globo
29 de março de 2026 – Um caso envolvendo segurança biológica e investigação policial chamou atenção na Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo. Pelo menos 24 tipos de vírus foram transportados irregularmente entre laboratórios da instituição, incluindo agentes como dengue, zika, chikungunya e coronavírus humano.
As amostras foram retiradas de um laboratório de nível NB-3, ambiente de alta biossegurança, pertencente ao Instituto de Biologia. Entre os suspeitos estão a professora Soledad Palameta Miller e o veterinário e doutorando Michael Edward Miller.
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De acordo com apuração, entre os vírus transportados estão também herpes, Epstein-Barr e ao menos 13 tipos que infectam animais, além de amostras do vírus da gripe tipo A.
O caso começou a ser investigado após uma pesquisadora identificar o desaparecimento de caixas com material biológico no dia 13 de fevereiro. Dias depois, registros apontaram movimentações suspeitas no laboratório, incluindo entradas fora do horário habitual.
Imagens de segurança indicam que o casal frequentava o espaço desde novembro, inclusive em momentos sem a presença de outros profissionais.
A direção do Instituto de Biologia foi informada no início de março e acionou órgãos competentes, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Polícia Federal do Brasil, devido à gravidade do caso.
No dia 21 de março, a Polícia Federal realizou buscas na universidade e na residência dos suspeitos. Parte do material foi localizada em um biofreezer da Faculdade de Engenharia de Alimentos.
A investigação também aponta que, após a operação, a professora teria manipulado amostras em outro laboratório, descartando materiais e alterando rótulos.
Segundo a universidade, não há risco generalizado de contaminação. “O episódio foi um caso isolado em consequência de circunstâncias atípicas”, informou a Unicamp em nota.
A professora chegou a ser presa, mas foi liberada provisoriamente. Ela deve responder por transporte irregular de organismo geneticamente modificado, fraude processual e por expor a saúde pública a risco.
Até o momento, a defesa dos investigados não se manifestou.
O caso levanta discussões sobre protocolos de segurança em laboratórios de alta contenção e a necessidade de fiscalização rigorosa no manuseio de agentes biológicos.
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