

Parlamentares acompanham leitura do relatório da CPMI do INSS que pede o indiciamento de mais de 200 pessoas | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
28 de março de 2026 – O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS pediu o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O documento, com mais de 4 mil páginas, foi apresentado pelo relator, o deputado Alfredo Gaspar.
A leitura ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal que rejeitou a prorrogação dos trabalhos da comissão.
Entre os nomes citados estão o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como principal articulador do esquema, além de empresários, ex-ministros, parlamentares e servidores públicos.
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Também aparecem na lista o empresário Maurício Camisotti, o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Fábio Luís Lula da Silva.
O relatório inclui ainda os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi, além de ex-dirigentes do INSS e executivos de instituições financeiras.
Entre os parlamentares, estão o senador Weverton Rocha e os deputados federais Gorete Pereira e Euclydes Pettersen.
Os investigados são citados por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e peculato, entre outros.
Para que os acusados se tornem réus, é necessário que o Ministério Público ofereça denúncia e que ela seja aceita pela Justiça.
O presidente da comissão, o senador Carlos Viana, informou que, após a leitura, os parlamentares terão tempo para análise antes da votação.
“Após a leitura, cada deputado e senador terá 10 minutos para debate antes da votação do relatório de Alfredo Gaspar”, afirmou.
Há expectativa de apresentação de um relatório alternativo por integrantes da base governista.
A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes informou que não vai se manifestar neste momento sobre o conteúdo do relatório.
Já os advogados de Fábio Luís Lula da Silva criticaram o pedido de indiciamento, alegando motivação política. “A recomendação de indiciamento só revela o caráter eleitoral da atuação do relator”, afirmou, em nota, o advogado Marco Aurélio de Carvalho.
A empresária Roberta Luchsinger, também citada, teve sua defesa manifestada por meio de nota, que questiona a falta de provas. “Qualquer conclusão distinta não passa de odiosa ilação com conotação eminentemente política”, diz o texto.
O ex-ministro Carlos Lupi afirmou que aguarda a votação do relatório pela comissão antes de se posicionar.
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