
Bomba de etanol em posto de combustíveis destaca o papel do biocombustível como alternativa frente à alta da gasolina no Brasil | Foto: Freepik
19 de março de 2026 – O aumento da produção de etanol previsto para a safra 2026/2027 deve reforçar o papel do biocombustível como aliado no controle da alta da gasolina no Brasil. A expectativa é de um acréscimo de cerca de 4 bilhões de litros, ampliando a capacidade de resposta do mercado interno frente às oscilações do petróleo no cenário internacional.
O crescimento da oferta ocorre em um momento de maior instabilidade geopolítica e pressão sobre os preços do petróleo, fatores que impactam diretamente os combustíveis. Nesse contexto, o etanol ganha relevância como alternativa para reduzir os efeitos dessas variações no bolso do consumidor.
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O modelo brasileiro de veículos flex fuel é um dos principais fatores que fortalecem o papel do etanol. Com mais de 80% dos carros leves novos equipados com essa tecnologia, os consumidores podem optar pelo combustível mais vantajoso no momento do abastecimento.
Quando o preço do etanol fica entre 70% e 73% do valor da gasolina, ele se torna mais competitivo, o que leva à migração da demanda. Esse movimento ajuda a equilibrar o mercado e reduzir a pressão sobre a gasolina.
Além disso, mudanças recentes na política energética ampliam ainda mais o uso do biocombustível. A mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passou de 27% para 30%, com discussões para elevar esse percentual até 35%, fortalecendo o papel do etanol na matriz energética nacional.
O aumento da oferta de etanol também tem efeito direto sobre a inflação. A gasolina é um dos principais fatores de pressão nos preços de transporte, alimentos e serviços. Com um substituto competitivo disponível, parte desse impacto pode ser suavizada.
A produção ampliada deve alcançar volumes comparáveis à gasolina importada pelo país, o que aumenta a capacidade de substituição interna e reduz a dependência externa.
Mesmo assim, especialistas apontam que o efeito amortecedor tem limites. Fatores como condições climáticas, preços do açúcar e custos agrícolas podem influenciar a competitividade do etanol ao longo do tempo.
Ainda assim, o avanço do biocombustível reforça uma característica estratégica do Brasil: a possibilidade de responder internamente a choques globais de energia, contribuindo para maior estabilidade econômica.
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