

Tanques e tropas israelenses posicionados próximos à fronteira com o Líbano durante operação militar contra alvos do Hezbollah Foto: REUTERS/Amir Cohen
16 de março de 2026 – O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (16) o início de “operações terrestres limitadas” no sul do Líbano contra o grupo armado Hezbollah. A ação representa, na prática, uma incursão militar no território libanês em meio à nova escalada de violência na região.
Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel (IDF), a operação tem como objetivo destruir infraestrutura do Hezbollah e fortalecer a postura defensiva israelense ao longo da fronteira norte do país.
De acordo com o Exército israelense, tropas e blindados iniciaram ações direcionadas contra redutos considerados estratégicos do grupo no sul do Líbano. A ofensiva também inclui a eliminação de combatentes e a neutralização de bases utilizadas para ataques contra território israelense.
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As autoridades israelenses classificaram a ofensiva como uma “operação limitada”, termo utilizado em incursões militares pontuais que não envolvem ocupação total do território adversário. O conceito já havia sido empregado em operações anteriores realizadas por Israel na região.
A decisão ocorre poucos dias após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçar ampliar as ações militares caso o Hezbollah continuasse realizando ataques contra cidades israelenses.
Nas últimas semanas, Israel vinha mobilizando tropas e tanques na fronteira com o Líbano, preparando o terreno para uma possível expansão das operações militares. Relatos de agências internacionais também indicaram confrontos entre forças israelenses e combatentes do Hezbollah em cidades no extremo sul libanês.
O atual confronto entre Israel e o Hezbollah foi retomado no início de março, após meses de relativa trégua desde o cessar-fogo estabelecido em novembro de 2024.
A nova escalada ocorre paralelamente ao aumento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. O Hezbollah é considerado aliado estratégico do regime iraniano e recebe apoio político e financeiro de Teerã.
Desde o início da ofensiva, o Exército israelense afirma ter realizado mais de mil ataques aéreos contra alvos do grupo em território libanês, incluindo operações na capital Beirute.
Em resposta, o Hezbollah tem intensificado bombardeios contra posições israelenses, em ações coordenadas com forças alinhadas ao Irã.
A escalada militar já provoca graves consequências humanitárias na região. De acordo com o governo libanês, os confrontos deixaram quase 800 mortos no país e forçaram o deslocamento de mais de 800 mil pessoas.
Analistas internacionais alertam que a intensificação das operações militares pode ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio e aumentar o risco de um conflito regional de maiores proporções.
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